Os dois Davids

Roberta Ristori Reply 07:17

Famosíssimo é o David de Michelangelo. Lindíssima e colossal, a obra original está atualmente na Galleria della Accademia, em Florença e conta ainda com duas cópias na cidade - uma na Piazza della Signoria e outra no Piazzale Michelangelo.

O que nem todos sabem é que o David mais antigo é o esculpido por Donatello e que está no Museu do Bargello. Embora não se assemelhem e absolutamente nada, esta escultura também é magnífica, se não for ainda mais bela do que àquela de Michelangelo.

Ok, aí é uma questão muito particular, o mérito e a grandeza de ambas é algo inquestionável. Michelangelo e Donatello são dois grandes mestres renascentistas de valor inestimável e que atingiram tal grau de excelência que não se pode compará-los.

O David de Donatello é de bronze e o primeiro caso desde a antiguidade em que um escultor europeu se atreve a criar um nu tridimensional masculino em tamanho natural. Um homem, quase ainda um adolescente, de botas, chapéu e espada em punho.

A figura tem graciosidade e força impressionantes. Um herói intrigante, bastante jovem, sensual e um tantinho jocoso. Sua beleza quase andrógina foi ocasionalmente interpretada como um indício de homossexualidade do escultor.

Segundo o grande artista e historiador Giorgio Vasari, muitos especulavam ainda se a estátua de bronze não teria usado um molde tirado do natural, tamanha sua vivacidade.

Já o David marmóreo e gigantesco de Michelangelo, tão conhecido de todos os visitantes da Toscana e dos livros de história, evoca o ideal clássico grego de beleza e perfeição. Também aqui um adolescente, mas este mais tenso e sério, concentrado e imponente como um herói.

O bloco de mármore que originou o David já havia sido trabalhado sem sucesso por Agostino di Duccio. Inicialmente a obra deveria ocupar o contraforte do Duomo, entretanto, sua nudez impediu o local sacrato da colocação.

Uma comissão formada por diversos membros, entre eles artistas como Boticcelli e Leonardo, foi designada para decidir seu novo local de destino. Depois de muita argumentação estética foi determinado que o David ficaria em frente ao Palazzo Vecchio (onde hoje está uma de suas réplicas).

Seu transporte levou 5 dias e foi bastante complicado pelas suas enormes dimensões. Durante o trajeto o lindo David ainda foi apedrejado pelo público que preovavelmente se sentia ofendido por sua nudez.

*Fonte: "A Arte da Renascença Italiana" - Rolf Toman, texto sobre a Escultura da Renascença Italiana de Uwe Geese.

**A imagem que ilustra o post é do encantador David de Donatello.




Portas esculturais!

Roberta Ristori 3 07:21

Cuidado para não permanecer tempo demais contemplando as portas do Batistério de San Giovanni, em Florença e não ser tragado, completamente em transe, lá para dentro.

Trabalho em relevo no bronze, transformam os pórticos em obras-de-arte de uma complexidade e delicadeza impressionante.

A porta sul, a primeira de todas, realizada entre 1330 e 1336, pelo escultor Andrea Pisano. Os 14 relevos de cada porta são ornados por quadrifólios. De cada lado, os 10 relevos superiores exibem cenas da vida de João Baptista, enquanto que os inferiores contêm representações de diversos profetas.

Em seguida, a corporação dos grandes comerciantes de Florença, a Arte dei Mercanti di Calimala, promeveu um concurso para escolher o artista que assinaria os trabalhos da porta norte. Além dos mestres florentinos Brunelleschi e Lorenzo Ghiberti, participaram ainda Jacopo della Quercia, Simone di Colle Val d'Elsa, Niccolò di Pietro Lamberti, Niccoló d'Arezzo e Francesco di Valambrino.

Os trabalhos realizados por Brunelleschi e Ghiberti para a competição são os únicos que ser conservam até hoje e estão no Museu do Bargello, em Florença. Ghiberti acabou vencendo não apenas pela preciosidade de seu trabalho, mas também por ser 7 quilos mais leve do que a peça criada por Brunelleschi e por consequentemente, apresentar um custo menor.

Ghiberti havia fundido o seu relevo de prova, à exceção de pouquíssimos elementos, em uma única peça, ao contrário de Brunelleschi, que trabalhou uma placa lisa sobre a qual montou elementos fundidos separadamente.

Os 20 quadrifólios superiores narram passagens do Novo Testamento, enquanto que as duas últimas fileiras mostram 8 santos: São João, São Matues, São Lucas, São Marco, Santo Ambrósio, São Girolamo, São Gregório e Santo Agostinho.

Ghiberti, já então alçado de mestre artesão a arquiteto e perito em geometria, também foi o resposável pela porta leste, ou Porta do Paraíso. O mestre decidiu reduzir o número de relevo de 28 para 10 e desenvolveu um nova concepção para seu enquadramento.

O antigo sistema de quadrifólio foi substituído por um enquadramento escalonado, rodeado de molduras em relevo estreitas.

Esta porta apresenta cenas do Antigo Testamento. Cada um dos relevos retangulares transversais está flanqueado por 2 figuras de nichos, enquanto as extremidades dos degraus escalonados está dirigida a anéis perfilados, dos quais sobressaem pequenos bustos.

As figuras da moldura são bem maiores do que as do relevo. Cada um dos relevos adquire um valor artítico próprio, até então desconhecido. Na minha humilde opinião, essa é a mais bela das portas e merece uma atenção especial dos visitantes apressados!

*Fonte: "A Arte da Renascença Italiana" - Rolf Toman, texto sobre a Escultura da Renascença Italiana de Uwe Geese.

**A imagem que ilustra o post é da Porta do Paraiso e é do site scultura-italiana.com


Duomo de Florença - A cúpula de Brunelleschi

Roberta Ristori 2 07:49

O Duomo (catedral) de Florença é uma obras arquitetônicas mais fascinantes em que já botei os olhos. A imensa construção revestida de mármore colorido, suas formas perfeitas, detalhes meticulosamente cuidados e sua cúpula magnífica. Espantosamente belo!

Brunelleschi desafiou todas as técnicas de construção vigentes para descobrir a técnica capaz de manter em pé, de forma auto-sustentável, a majestosa abóbada. O aprendiz de um ourives e não de um mestre de obras, deve a sua fama como artesão e não à sua posição como arquiteto, o convite para participar do concurso para o ambicioso projeto.

A técnica desenvolvida por ele contou com dois importantíssimos colaboradores - Donatello e Nanni di Banco - dois dos escultores mais inovadores de seu tempo. Brunelleschi venceu a concorrência e ficou com a encomenda por ser o único a afirmar que conseguiria erigir a cúpola sem o cimbre de centragem habitual  que apoiavam a estrutura do centro do solo até o teto.

O projeto da cúpola é composto por 4 partes. A cúpola octogonal foi transforma em placa dupla - a interior com força suficiente para apoiar a exterior, mais leve. Depois disso, cada um das 8 superfícies foi reforçada com uma combinação de sequências de pedra e ripas abertas, assegurando sua curvatura por uma série de suportes.

Além disso, entra as duas placas octogonais (interna e externa), foi construído um círculo perfeito, garantindo as mesmas características de uma cúpula circular. Assim, o esforço para o interior seria equilibrado, mantendo sua auto-suspensão.

A disposição dos tijolos desenvolvida por Brunelleschi mantinha a solidez do projeto. Eles fora erigidos  em círculos perfeitos e tijolos verticais foram introduzidos e cada uma das camadas em intervalos minuciosamente mensurados, para que cada camada pudesse suportar a próxima mantendo a estabilidade. As obras foram iniciadas em 1420 e a inauguração aconteceu em 1436.

*Fonte: "A Arte da Renascença Italiana" - Rolf Toman, texto sobre a Arquitetura do Primeiro Renascimento em Florença e no Centro da Itália de Alick McLean.

**A imagem que ilustra o post pertence à Wikipedia.

Curiosidades sobre a Arte

Roberta Ristori Reply 07:11


Começo hoje um especial de posts sobre curiosidades do esplêndido universo do Renascimento na Toscana.

Não seguirei nenhum tipo de sequência específica, a idéia é apenas comentar alguns fatos interessantes e algumas vezes, até mesmo engraçados que pouco associamos à alta cultura. Divirtam-se!

As torres da Toscana - O campanilismo

Que Siena e Florença eram rivais durante o período medieval, acho que já comentei em algum lugar aqui no blog. Além das batalhas entre ambas, uma outra forma de competição tinha a arquitetura como base - a construção dos "campanili" ou "torres sineiras".

Toda a população local ajustava seu dia-a-dia de acordo com as batidas do sino, cujo volume de som e a altura da torre sinalizavam o prestígio seu dono. O feliz proprietário da torre mais alta e do sino mais forte, era também o "todo poderoso" da região.


O povo obedecia a esses poderosos não por costume servil, mas porque as construções vertiais também serviam como defesa em caso de guerra. O fenômeno ocorreu no momento em que mais e mais pessoas começaram a deixar os campos e transferir-se para as grandes cidades.

Os suseranos mais astutos politicamente, decidiram então mudar-se, eles mesmos, antes que perdessem todos os seus súditos. Assim, suas fortalezas campestres tomaram a forma das torres onde instalaram os súditos, mas precisavam competir para demonstrar seu poder e prerrogativas e garantir apoio econômico e militar.



Bom exemplo dessa teoria levada até as últimas consequências é a encantadora San Gimignano e seu skyline pontiagudo. Das 72 torres originais, restam 14 atualmente (leia mais).

Assim se originaram também a Torre del Mangia (ao lado do Palazzo Pubblico), em Siena (leia aqui) e a Torre do Palazzo Vecchio, em Florença. Especialmente estas duas, além da preocupação com a altura, demonstram uma preocupação estética fantástica que se traduz em uma absoluta harmonia entre torre, a "piazza" (praça) onde se situa (Piazza del Campo, em Siena e Piazza della Signoria em Florença) e ao palácio governamental ao seu lado, verdadeiras obras de arte.

*Fonte: "A Arte da Renascença Italiana" - Rolf Toman, texto sobre a Arquitetura Tardo-Medieval Italiana de Alick McLean.

**A imagem que ilustra o post é do Palazzo Vecchio, em Florença




Roteiro do Tarcisio

Roberta Ristori 7 07:16


Queridos, o Tarcisio é um leitor do blog que fez a enorme gentileza de dividir conosco o roteiro que montou para sua proxima viagem pela Toscana!

Como o itinerario esta bem bacana, cheio de dicas uteis de hospedagem e o blog participou desse processo de planejamento desde o inicio, decidi transforma-lo em post. Quem quiser ler tudo, os comentarios do Tarcisio estao no post "
De carro ou de trem pela Toscana".

Aproveito para agradecer mais uma vez ao Tarcisio por compartilhar sua viagem conosco! Sempre muito bacana contar com outras opinioes e sugestoes dos leitores!

"Irei chegar na Italia por Milao dia 30 de setembro e retornarei dia 23 de outubro por roma. Irei passar todo esse tempo com carro, pois nao vou passar em cidades principais como Roma Veneza , Florenca e nem ficar em Milao pois todas essas eu ja conheco. Minha intencao antes de ler guias e ver seu blog seria: descer e conhecer a Cinque Terre, passar na Toscana em Lucca, Siena, Arezzo e para o lado do Adriatico (Ancona) depois descer ate Pompeia, Capri e Costa Almafitana. Porem apos muitas pesquisas e leituras me apaixonei pela Toscana e estou ate pensando em passar maior parte do tempo so nessa regiao. O que voce sugere?"

Depois disso, o Tarcisio e eu trocamos figurinhas ate que ele decidisse o roteiro final que ficou assim:

"OLA ROBERTA TUDO BEM? ESTOU AQUI SO PARA DEIXAR ME ROTEIRO, QUE JA ESTA FECHADO, E AJUDAR ALGUEM QUE ESTAJA PLENEJANDO IR A TOSCANA, VAMOS LÁ:

1- Fazenda em Monsumanno Terme(http://www.collinatoscanaresort.it- 59 euros casal) (base)- 4 dias- visito Lucca, Monsummano Terme,Montecatini Terme, Vinci, Montecarlo, Barga, Calci

2- Fazenda em Poggibonsi (http://www.podereoliveta.it)60 euros o casal (base)- 6 dias- visito monteriggioni, Volterra, Colle di Val d'Elsa, San gimignano, Siena, Castellina-radda-gaiole in chianti.

3- Fazenda em Montepulciano (http://www.ilgreppo.it) 80 euros casal (base)- 4 dias- visito Montepulciano, San Quirico d'Orcia, Montalcino,Cortona, Buoconvento, Castelnuovo Berardenga, Asciano e Lucignano."

*A imagem que ilustra o post é de Montepulciano.

10 panoramas absolutamente românticos

Roberta Ristori Reply 07:17

Post inspirado e dedicado aos muitos casais que elegeram a Toscana para passar sua Lua-de-Mel e que têm me escrito sempre pedindo dicas. Apaixonem-se!

1-) "Hotel-refúgio" nos campos, ou nas praias e ilhas. Aí fica por conta do gosto pessoal e da estação em que pretende viajar. Por "hotel-refúgio" entendo aqueles locais pitorescos e meio escondidos, fora das cidades mais famosas, quase exclusivos. Ainda não estive lá, mas ando encantada pelo Valle Buia (leia aqui) na Maremma.

2-) Um café na Piazza della Repubblica, em Florença, mas preste atenção na vista, sente-se de frente para o Carrossel! Melhor ainda se for um fim-de-tarde. A loja La Rinascente tem um terraço no último andar que oferece um visual fabuloso (embora os preços não sejam tão convidativos...).

3-) A bela cidade de Lucignano e sua árvore do amor, especialmente no dia de São Valentino, em 14/02 (leia mais).

4-) Passeio de bicicleta nas muralhas de Lucca.

5-) Anoitecer em San Gimignano. Se a cidade das torres já é encantadora à luz do Sol, imagine agora essa mesma paisagem recortada contra um magnífico céu estrelado...



6-) Pôr-do-Sol no porto de Viareggio. Se ainda tem dúvidas confira as fotos no Flickr - aqui.

7-) Caminhada por uma das belas prais da Ilha de Elba. Pode ser Marciana Marina, Rio nell'Elba, Fetovaia, a escolha é sua! Veja mais informações aqui.

8-) Percorrer de carro a Chiantigiana, a antiga estrada que liga Florença a Siena, com cerca de 100km de extensão. Castelos, abadias e charmosas cidadelas irão supreendê-los no meio do caminho!

9-) Espere anoitecer e perca-se pelas ruelas de Siena e termine na Piazza del Campo com uma boa garrafa de vinho!

10-) Jantar à luz de velas em qualquer restaurante aconchegante que encontrar. Tudo bem que esse já é um clichê do romantismo, mas garanto que fazer isso na Toscana tem um sabor especial!





Itinerários a partir das cidades base - Parte 4

Roberta Ristori Reply 07:16


Finalmente chegamos à ultima parte (veja também a primeira, a segunda e a terceira) da sugestão de itinerários pelas cidades base. Dessa vez os pontos de partida são Poppi e Bibbiena, na província de Arezzo.

Tratam-se de duas das mais belas cidades da região do Casentino (veja mais aqui). A maior distância deste itinerário é entre Poppi e Radda in Chianti, com 80 km e cerca de 1h40'.  Se quiser calcular as outras distâncias e rotas, recomendo o GoogleMaps.

1º dia - Visita à cidade onde está hospedado e à outra do grupo base.

2º dia - Parco Nazionale delle Foreste Casentinesi, Monte Falterona e Campigna (veja o site oficial, em inglês).

3º dia - La Verna, Sansepolcro,
Anghiari.

4º dia - Castiglion Fiorentino, Cortona,
Lucignano, Monte San Savino.

5º dia - Lorou Ciuffenna, Gaiole in Chianti e Radda in Chianti.


Pisa para os viajantes autônomos!

Roberta Ristori Reply 07:38

A Toscana reforça seu caso de amor com as novas tecnologias e facilita a vida dos "viajantes autônomos" mais uma vez com  o projeto "Siti-Up", em Pisa.

A exemplo de outras ferramentas já lançadas em Florença, como o Tuscany+ (leia aqui e aqui), trata-se de um guia eletrônico ao acesso de todos, basta estar com o celular. O pessoal do smartphone pode acessar o portal móvel a qualquer momento para visualizar as atrações mais próximas ao ponto em que se encontra.

Já quem ainda não foi contaminado pela febre encabeçada pelo iPhone, pode simplesmente ligar para o número 06 54.56.40.03 para obter todas as informações das quais precisa, seja de um monumento ultra-conhecido como a Torre de Pisa, ou se outros menos famosos.

O projeto financiado pela Região Toscana, em parceria com entes locais, foi confiado à ATI, compsta pela pisana Liberologico, especializada em soluções de software para serviços que integram web, voz e mobile e pela Telecom.

Um único arquivo de conteúdo alimenta todos os canais de comunicação englobados pelo projeto: o portal sitiup.pisaunicaterra.it, o portal móvel www.provincia.pisa.it/situp (que consegue localizar o usuário e oferecer serviços e informações com base em sua posição) e o sistema vocal automático (Interactive Voice Response). É ainda possível baixar arquivos por meio de um sistema de navegação via satélite.

Um dos princiapis objetivos do projeto "PisaUnicaTerra" é difundir o território e mostrar aos viajantes que vai muito além de sua famosa Torre. O serviço é multilingua e completamente gratuito. O único valor investido pelo viajante será no caso de optar pela chamada telefônica que terá um custo normal.



Sem abrir mão da cerveja!

Roberta Ristori Reply 07:43

Atenção amantes das cervejas, estar na Toscana não significa ter que abrir mão da bebida dourada e afogar-se nos maravilhosos vinhos da região.

Já disse várias vezes e repito, a Toscana é democrática! Tem espaço para todos os gostos e respeita todos os prazeres e delícias da boa vida, o que não poderia excluir a cervejinha da lista (pelo menos da minha!).

Tudo bem, tentarei ser um tantinho imparcial pelo menos dessa vez. Sinceramente, a cerveja italiana não é lá essas coisas. Entretanto, é possível encontrar uma boa variedade de marcas internacionais, incluindo as insuperáveis belgas e preciosidades de outras terras a preços mais razoáveis do que aqui no Brasil.

A região é cheia de pubs deliciosos (leia aqui, aqui e aqui) e com boa diversidade de rótulos. Deixo uma dica das três cervejas mais incríveis que já provei até outro: as belgas Triple Karmeliet, Achel Blonde e Trappistes Rochefort 8º.  Essas recomendo para beber na Toscana, no Brasil (prepare o bolso), ou seja lá onde vocês puderem encontrá-las!

Entre 24 e 26 de setembro e 1 e 3 de outubro, na pitoresca Greve in Chianti, acontece o evento "A tutta birra" (a toda cerveja). Nas mesas uma vasta seleção de rótulos claros e escuros de toda a Europa, pratos típicos alemães, crostinis, pizzas e outras iguarias.

Às sextas e sábados, música ao vivo para animar ainda mais as noites promovidas pela "Casa del Popolo" e pela prefeitura da cidade, em colaboração com a pizzaria "da i Dolio". Sábaos e domingos a partir das 19h30 e domingos as 12h30. Na noite de encerramento está prevista uma queima de fogos de artifício. Maiores informações pelos tels.: 380/9021956 - 329/0218376 - 328/2195401 - 055/8586057, ou pelos e-mails: info@ristorante-daidolio.it e filarmonicabpaoli@alice.it.

Ah, em tempo, um detalhe importante "birra in bottiglia", significa cerveja em garrafa, enquanto "birra alla spina", é o nosso bom e velho chopp!

Agito sob as estrelas

Roberta Ristori Reply 07:15

Muito se fala sobre o Palio de Siena, a medieval corrida de cavalos que acontece até hoje, duas vezes ao ano (2 de julho e 16 de agosto), na Piazza del Campo, em Siena.

As raizes dessa empolgante manifestação são inquestionáveis e se entrelaçam à própria história da cidade. Valores seculares, rivalidades  que atravessaram os anos, maridos e mulheres que seguem em direções diferentes e se separam nos dias da corrida para honrar sua "contrada" (espécies de bairros ou paróquias em que se dividem a cidade) natal.

Entretanto, a fascinante tradição não se limita ao âmbito histórico (leia mais) e envolve família inteiras, pessoas de todas as idades em noites agitadíssimas de muita diversão. As festas das "contrade" são as grandes responsávies pelas vibrantes noites de verão de Siena.

No mês que antecede cada um dos Palios, cada contrada realiza uma semana de festa em sua sede. São eventos fantasticos, muito particulares e que sem dúvida, valem a experiência. Diria, que uma das mais deliciosas que vive por lá!

Amplos espaços ao ar livre onde se reúnem pessoas de todas as idades, música, comida, vinho, cerveja e dança. Praticamente uma "balada familiar". Difícil definir porque não temos nada similar aqui no Brasil, mas o ambiente lembra um pouco o das nossas quermesses.

Me lembro da minha primeira festa, na contrada do Bruco, em 2004. A primeira vista, tudo parecia um tanto estranho e nos todos como "peixes fora d'água". Para começar, não entendiamos a "playlist" - alternava-se o pop moderninho e musicas tradicionais italianas, como a inesquecível (e divertidíssima!) "Tanti Auguri" di Raffaela Carra, de 1978 e ate algumas "perolas" genuinamente brasileiras como "Você me Apareceu" (do Kaleidoscópio) e "To nem aí" (da Luka). Alguém  se lembra deles? Sinceramente, espero que não! rs.

A confusa - mas que depois tornou-se muito divertida e gera até hoje uma enorme saudade - playlist nao mudava no decorrer das noites, mas o astral era tao alto, as pessoas todas tão felizes, que  o efeito foi contagiante.

Uma festa saudável e inebriante. Me perdoem os baladeiros de plantão, mas é verdade, me refiro ao clima "poluído" da maioria das discotecas e afins - quase sempre com energia pesada, artificialismo, climinha de exibicionismo fake e muita droga. 

Na segunda ou terceira noite, entramos literalmente na dança e coreografias engraçadinhas começaram a surgir, embaladas pelas músicas mais disparatadas. Gente bonita e bem arrumada - mais uma ocasião para admirar o supreendente talento das italianas para desfilar sobre saltos altíssimos nos mais insólitos territórios, de pedras à grama e terra batida.

Noites inesquecíveis de dançar sob as estrelas em pleno verão toscano...




Itinerários a partir das cidades base parte 3

Roberta Ristori 2 08:00


Eis a terceira parte (veja também a primeira e a segunda) da sugestão de itinerários pelas cidades base. Dessa vez os pontos de partida são Bolgheri e Castagneto Carducci, na província de Livorno.

Boa opção para quem quiser conhecer as lindas praias da região, sem deixar de lado algumas pequenas cidades cheias de história como San Gimignano e a natureza exuberante da Maremma. Recomendadíssimo também para quem busca os excelentes vinhos - Bolgheri e Castagneto são os berços dos Supertoscanos (leia mais).

A maior distância deste itinerário é entre Montecatini Terme e Gaiole in Chianti, com 114 km e cerca de 1h20'.  Se quiser calcular as outras distâncias e rotas, recomendo o GoogleMaps. O trajeto mais longo é entre Bolgheri e Capalbio - 146 km, cerca de 2h.

1º dia - Visita à cidade onde está hospedado e à outra do grupo base

2º dia - Bibbona, Volterra e San Gimignano

3º dia - San Vincenzo, Populonia, Massa Marittima, Vetulonia

4º dia - Follonica, Castiglione della Pescaia, Marina di Alberese

5º dia - Piombino - barco para Ilha de Elba

6º dia - Parco Regionale della Maremma, Talamone, Orbetelo e Capalbio

Se quiser saber maiores detalhes sobre as praias e ver algumas imagens, veja o mapa interativo.

Mesa fina!

Roberta Ristori Reply 07:28

Folheando a revista Adega deste mês, encontrei uma matéria super interessante, assinada pelo João Caderón, sobre a preciosidade dos azeites toscanos.

Embora a região não conte com o maior volume da produção nacional, a qualidade e o estilo de seus óleos são apreciados em todo o mundo e considerado um dos melhores da grande bota.

De acordo com a matéria, devido ao rigor do inverno toscano que pode levar ao congelamento dos frutos, as azeitonas são colhidas ainda um pouco verdes, "resultando em um óleo esverdeado, muito frutado, picante e com amargor presente" - sua personalidade.

Para quem ficou com vontade de experimentar, Caderón destaca tanto os produtos com o selo IGP (Indicazione Geografica Protetta - leia aqui) e os "Oleos de Laudemio" - uma espécie de sindicato composto por 25 produtores que promovem um azeite premium.

Por falar nas delícias da gastronomia local, nos finais de semana dos dias 23 e 24 de outubro e 30 de outubro a 1º de novembro, acontece o "Sapori di Volterragusto", em Volterra.

O famoso "tartufo bianco" (trufa branca)  - apreciado há séculos pela antiga nobreza, provavelmente um dos grandes símbolo de requinte da culinária - reina absoluto no evento que nesta edição será realizado em palácios históricos.

Além de degustações, da descoberta dos sabores tradicionais e da linda cidade de origem etrusca, a manifestação promove a cultura, presenteando os visitantes com cupons de descontos para diversos museus.

Haverá ainda uma curiosa simulação de caça à trufa (Caccia al tartufo) no dia 1º de novembro as 14h30, com participação gratuita. Os "tartufai" e seus cães farejadores em busca da iguaria subterrânea.

Queijos, azeites, vinhos e salames também fazem parte do "cardápio de degustação" dos visitantes. Excelente oportunidade para explorar e se aprofundar nesse saboroso universo toscano!


Conecte-se grátis nas lindas praças florentinas!

Roberta Ristori Reply 07:17

Atenção viajantes, Florença já conta com 10 pontos de wi-fi grátis espalhados pela cidade. Alguns dos mais famosos pontos turísticos por ali, como a Piazza della Signoria, a Piazza Santa Croce e a Piazza Santissima Annunzziata, acolhem a tecnologia para garantir uma hora de conexão grátis diária.

A iniciativa é da cidade e da província de Florença e facilita a vida de quem não abre mão de se manter conectado. A única limitação além do tempo de uma hora por dia, é o volume de dados baixados de 300 MB, fora isso, cidadãos e turistas garantem pelo menos uma conferida nos e-mails!

Para utilizar o serviço basta conectar-se a rede wi-fi disponibilizada, abrir o navegador, que automaticamente, acessará a página inicial e fazer um pequeno registro, fornecendo nome, sobrenome e um número de celular. Depois disso é só chamar o número 055-4650034 para receber diretamente no seu computador ou smarphone as credenciais de autenticação do cadastro.

Depois de efetuado o primeiro registro, sempre que quiser utilizar o serviço bastará digitar seu UserID e password na página inicial de conexão. A uma hora disponibilizada também pode ser usada em modo fragmentado. A meia-noite de cada dia os seus 60 minutos disponíveis são "recarregados".


Segue a lista com todos os pontos de conexão: Piazza della Signoria, Piazza Santa Croce, Piazza Santo Spirito, Piazza Santissima Annunziata, Piazza della Libertà, Via Canova - próximo ao Cartório (uffici dell’Anagrafe), Piazze Ghiberti e Annigoni, Villa Arrivabene na Piazza Alberti, Piazzale Michelangelo, Piazza Bambini di Beslan na entrada da Fortezza da Basso, Piazzale delle Cascine e Parco di San Donato.

* Fonte: matéria assinada por Simona Bellocci no portal intoscana.it

Arte contemporânea e os espelhos de Pistoletto

Roberta Ristori Reply 07:23

Um dos mais consagrados artistas do cenários contemporâneo internacional de artes, Michelangelo Pistoletto, foi convidado pelo Centro Contemporâneo de Cultura Strozzina, de Florença, para realizar uma obra em homenagem à arquitetura renascentista florentina.

As obras do artista italiano fazem parte do acervo dos mais célebres museus de arte moderna e contemporânea em todo o mundo, entre eles o MOMA e o
Guggenheim, em New York;  o Beaubourg, em Paris; o Museo Reina Sophia, em Madrid; o MACBA, em Barcelona e o Tate Modern, em Londres.

Pistoletto participou ainda de 11 edições da Bienal de Veneza e 4 da Documenta de Kassel, duas das mais renomadas mostras mundiais de arte. Inúmeras mostras pessoais também fazem parte de sua biografia (veja o site oficial do artista).

Agora ele integra o projeto idealizado pela Fundação Palazzo Strozzi, em colaboração com a sua fundação, a Cittadellarte e com a Galleria Continua de San Gimignano/Pequin/ Le Moulin (veja o site) - uma parceria com o Castello di Ama para a Arte Contemporânea, em Gaiole in Chianti.

A instalação "Grande Cubo Specchiante" (Grande Cubo Espelhado) que poderá ser visitada entre 1º de outubro e 23 de janeiro de 2011, é uma estrutura cúbica, revestida externamente por chapas de aço e internamente, por espelhos. O conceito da obra é propor um local de reflexão e meditação, criando um percurso que dará aos visitantes a sensação de viver em um local sem limistes, infinito.

No centro do espaço, a conhecida obra de Pistoletto, "Metrocubo di Infinito", de 1966, constituída de superfícies externamente opacas e internamente espelhadas, eleva ao máximo as possibilidade de refração.

O espelho é um elemento fundamental na arte de Pistoletto e representa a extensão física e intelectual da mente, tornando visível o que normalmente não é ao olho humano, oferecendo uma visão da totalidade.

O Castelli di Ama para a Arte Contemporânea, é um interessante projeto que surgiu em 2000, fruto de uma parceria entre
Lorenza Sebasti e Marco Pallanti, donos da vinícola Castello di Ama e da Galleria Continua.

Famosos artistas internacionais realizaram obras que dialogam com o espírito do pequeno borgo medieval de Ama, nas colinas de Siena.
Pistoletto, Daniel Buren, Giulio Paolini, Kendell Geers, Anish Kapoor, Chen Zhen, Carlos Garaicoa, Nedko Solakov, Cristina Iglesias e Louise Bourgeois foram alguns dos nomes que  deixaram suas reflexões pessoais sobre este contexto. As obras podem ser visitadas mediante reserva prévia.

Infos:
Castello di Ama per l’Arte Contemporanea
Castello Di Ama, 53013 - Gaiole in Chianti, Siena
arte.castellodiama.com
T: +39 0577 746031 - F: +39 0577 746849
arte@castellodiama.com

*Fontes: Intoscana.it, site oficial de Pistoletto, site oficial da Galleria Continua e site Castello di Ama

Mais um sonho intensamente vivido - Flavia e o Festival Puccini

Roberta Ristori Reply 07:47

Queridos, hoje a experiência inequecível não foi vivida por mim, mas pela minha querida amiga Flavia Sbragia, autora do delicioso Toscana, aí vou eu.

Recentemente ela esteve na região, sortudíssima, depois de ganhar o primeiro prêmio em um sorteio promovido pela Região Toscana para ir assistir ao Festival Puccini, em Torre del Lago, Lucca (leia mais).

Experiência maravilhosa, cheia de surpresas, emoção e beleza que ela generosamente divide conosco! Descubra outros encantos dessa viagem nos posts da Flavinha no Toscana, aí vou eu!

Bom dia amiga,

Cheguei já há algumas semanas da viagem, mas só agora consegui parar e te escrever contando como foi tudo.

Incrível, emocionante, maravilhoso, mais um sonho intensamente vivido. É isso que eu posso dizer do que foram esses quase 8 dias de Toscana.

Com o carro alugado conseguimos percorrer as várias paisagens da região. Desde o azul do mar Tirreno, que banha todo o litoral, passando pelas colinas e vales do interior, chegando na aventura de conhecer uma mina interna dos maravilhosos mármores de Carrara.

Fui à muitas cidades, por volta de 17. Algumas já conhecia, outras não. Viareggio, nosso primeiro ponto de apoio, já que a hospedagem estava incluída no prêmio, é uma cidade acima de tudo jovem. Jovens de todas as idades passeiam e se divertem na rua principal que margeia a praia. Muita vida, diversão, alegria.

Desde pais com filhos. até grupos de jovens que saiam a procura de divertimento em casas onde pudessem dançar e paquerar. Mas isso passando também pelas inúmeras pessoas da terceira idade que passeavam com suas bicicletas, ou até de andador, mas nada que as fizessem se sentir mais velhas do que qualquer um que passasse por elas. Fantástico.

Quanto às óperas, foi maravilhoso. O teatro ao lado do lago é estupendo. A paisagem é encantadora. Fomos assistir Tosca e Madamma Buterfly. Ambas com artistas talentosos tantos nos palcos cantando como os músicos que meio que escondidos, davam toda a alma do espetáculo. Lá é meio frio, pois é aberto, perto do lago e ainda bem mais para cima, portanto, aconselho levar um casaquinho. Isso foi por experiência própria, morri de frio no primeiro dia.

Entre os vales e colinas fomos em um primeiro momento encontrar Firenze, Lucca, Vinci, Pescia, Collodi e a sua querida Siena. Sim, fomo ao Palio de Siena. Que coisa linda, que aura emocionante fica a cidade no dia. Desfiles das contradas pela cidade inteira até o momento auge do evento, a corrida.

É muito emocionante ficar no meio daquela praça, cheio de gente ao seu redor para ver tudo acontecer. Roupas medievais, gestos medievais, alma medieval. Você se transporta realmente para uma época em que nunca esteve, mas agora posso dizer, estive sim e foi lindo!

Voltando para perto do mar, fui à cidades entre Viareggio e Carrara. Me deliciei com o Lardo de Collonata, que no primeiro momento parece algo terrível, mas só provando para saber o quanto é saboroso, como derrete na boca. E ainda fui conhecer algo que nunca imaginei ir, as Caves de Mármore.

Muito legal ouvir as explicações de como é extraído esse que é um produto tão caro e cobiçado pelo mundo inteiro. Fiquei literalmente envolta por ele. Era mármore no chão, nas paredes, no teto, tudo ao meu redor era mármore. Não dava para dizer que tal coisa na parede não era essa pedra maravilhosa. Emocionante e interessante o passeio.

Em um segundo momento fomos à Sansepolcro, nosso segundo lugar de apoio, mas este com somente duas noites. Deu para aproveitar bastante, deu até para voltar à Arezzo, cidade tão linda.

Em Sansepolcro é que conheci uma senhora que para sempre ficará no coração. Um doce de pessoa que desde o inicio foi simpática, atenciosa, parecia que nos conhecíamos fazia tempo. Foi ela quem me apresentou ao hotel que ficamos. Uma construção medieval que foi casa de vários nobres. Me contou histórias reais incríveis, todas vividas em uma época distante, mas naquele mesmo local.

Bem, foi isso. Saudade de tudo. Passou rápido. Sair de lá foi melancólico. Queria ter ficado mais, mas fica para a próxima. Novos sonhos. Sempre haverá algum sonho para se viver na Toscana. Nunca deixe de vivê-los, pois assim sempre serão reais.

Um grande beijo,

Flavinha

* A imagem que ilustra o post é da cidade de Vinci e pertence ao arquivo pessoal da Flavinha!

Mostra reune documentos e obras de Michelangelo em Siena

Roberta Ristori Reply 07:32


Teve inicio no ultimo sabado, 4 e vai ate o dia 14 de novembro, no Complexo de Museus Santa Maria della Scala, em Siena, a exposiçao "La vita di Michelangelo". Uma mostra singular, com cartas, poesias e outros documentos de toda a vida do genio renascentista, sobretudo, àquilo que é ligado a Siena.

Documentos testemunhais proventientes do Arquivo Buonarroti, de propriedade da Fundaçao Casa Buonarroti que reune cartas de familia e outras peças de cronologia tao extensa que compoe praticamente um retrato biografico. Alem disso, sera possivel apreciar atividades do mestre na cidade, como algumas esculturas.


A curadora da exposiçao é Lucila Bardeschi Ciulich, famosa estudiosa de Michelangelo e Pina Ragioneri, diretora da Fundaçao Casa Buonarroti.



De bike pelas terras de Siena!

Roberta Ristori 1 07:10

Passeios de bicicleta são um programa bastante comum (e agradável!) na Toscana. Ótimo meio para conhecer algumas cidades fechadas ao tráfego e contemplar as belas paisagens locais.

Alguns roteiros já foram planejados por ali (leia aqui) para os amantes das magrelas, dando ainda mais força ao cicloturismo. Entre 24 e 26 de setembro os ciclistas tem mais um motivo para arrumar as malas, quando acontece a 3ª edição do Ciclomundi nas terras de Siena.

Além de percursos de diferentes graus de dificildade, o festival nacional da viagem em bicicleta contará com workshops, espetáculos sobre o tema. A possibilidade de realizar excursões se estende até o dia 3 de outubro, ocasião da famosa "Eroica" (veja aqui o site oficial também em inglês).

Na tarde do dia 24 de setembro, um itinerário de 39 km e média dificuldade pelas terras do Barão Ricasoli, no coração da região do Chianti, "Chianti terra doc per ciclisti". O passeio promete e além das históricas vinícolas, mostra ao cicloturistas todos os encantos de uma paisagem cheia de castelos como Tornano, Bossi e Brolio.

Na manhã do dia 25, os viajantes poderão escolher entre 3 circuitos: "Siena al centro delle emozioni" (Siena no centro das emoções - 30 km de baixa dificuldade), "Crete - oceano di terra" (25 km em média dificuldade através da paisagem singular e ondulada da região da Crete Senesi) e "Val d'Orcia - Arte del paesaggio" (27 km de média dificuldade pelas terras do famoso Brunello).


Na tarde do mesmo dia, 4 outros percursos para descobrir as belezas da espetacular Siena: "Val d'Elsa non solo torri" (Val del'Elsa não apena torres - cerca de 60 km de média dificuldade para descobrir cenários de interesse histórico), "Amiata - Il respiro del vulcone" (28,5 km de dificuldade alta, mas com chegada à Bagno San Filipo e possibilidade de relaxar nos complexos termais locais), "L'eroica al Giro d'Italia" (30 km de média dificuldade, por 2 paisagens naturais diferentes - a Crete Senesi e o Val di Merse) e "I chiari della Val di Chiana Senese  - Lungo il Sentiero della Bonifica" (20 km e baixo grau de dificuldade pelo Caminho da Bonifica, passando pelos lagos de Montepulciano e Chiusi)

Já na tarde do dia 26, os  ciclistas poderão escolher entre dois caminhos: "Val di Merse - La Toscana più intima e sconosciuta" (Val di Merse - A Toscana mais intima e desconhecida - 29 km de baixa dificuldade, indicado também para famílias, passa por estradas secundárias imersas no verde dos campos toscanos) ou Val di Chiana - Via del benessere sulle tracce della civiltà etrusca (Val di Chiana - Caminho do bem-estar sobre os rastros da civilização etrusca - 25km de média dificuldade, caracterizado por muito sobe-e-desce).

A APT Siena garante aos participantes o transfer de e para Siena, bicicletas à disposição, acompanhantes e guias especializados. O custo para participar é de 10 euros por pessoa e será revertido para o Comitê Terras de Siena para o Haiti (para a reconstrução devido ao terremoto de 12 de janeiro).

As reservas devem ser efetuadas até o dia 19 de setembro pelo tel. 0577 280551, ou e-mail para incoming@terresiena.it. Para mais informações consulte o site oficial do evento (também em inglês).






Colcha de retalhos cultural

Roberta Ristori 2 07:54

É, sei que falo muito de Siena. Me desculpem, meus queridos leitores se isso começa a tornar-se um tanto repetitivo, mas além de declarar mais uma vez meu imenso amor por aquela cidade, trata-se do local da Toscana onde vivi algumas das experiências mais marcantes até hoje.

Como contei no post da última sexta-feira, passei ali cerca de 40 dias, em dois dos verões mais belos  da minha vida, para estudar italiano e cultura na Università per Stranieri di Siena, com o patrocínio da Regione Toscana.

Além de outras muitas lembranças maravilhosas que guardarei para sempre dentro de mim, divido com vocês uma experiência fascinante que pode ser repetida por qualquer um, o encanto de estudar em uma "Universidade para Estrangeiros".

Já no primeiro dia de aula fiquei intrigada com a diversidade de pessoas na minha classe. Não apenas em relação as diversas nações de proveniência, mas também de "tipos", roupas, "formatos" e idades.

O ator eslovaco, de quarenta e poucos anos - um "gentleman" indefectível e dono de um senso de humor sensacional; a doce menina mulçumana do Uzbequistão que emocionou a todos contando sua visão peculiar sobre casamento e sua naturalidade ao falar sobre o  direito do marido de punir a mulher fisicamente; as japonesinhas simpáticas que vestiram lindos quimonos para dividir conosco um pouquinho de sua colorida cultura, a freira da Tanzânia com seu hábito azul e outras tantas figuras queridas e cheias de peculiaridades.

Maravilhoso e enriquecedor poder conhecer fragmentos e minúcias de outras culturas tão diferentes da nossa. Poucas coisas até hoje me tocaram em modo tão profundo. Uma oportunidade singular para aprender a conviver com as diferenças e tornar isso ponto de admiração e não de discórdia. Admirar a beleza contida em cada nação, em cada gesto e costume.

Aí a língua destrava e não existe mais a vergonha de falar errado, não importam as diferenças de idade, muito menos as culturais. O importante é comunicar, compartilhar. Um dia, deslumbrados com aquele cenário multi-étnico que se descortinava diante de nós,  organizamos um jantar na casa de uma querida amiga equatoriana, em que cada um deveria levar um prato típico do seu país.

Sushis, bananas fritas com molho de queijo, rolinhos primavera no estilo vietnamita (sim tínhamos uma representante de lá entre nós!), crepes franceses legítimos e tantos outros recortes da imensa colcha de retalhos da gastronomia internacional, conviveram harmoniosamente.

Nós, como bons brasileiros (éramos quatro na mesma classe), hospedados em um hotel e sem ter como cozinhar, improvisamos uma caipirinha. Não ficou excelente, mas arrancou aplausos e foi o suficiente para deixar o apartamento inteiro em clima de festa. Nunca mais esqueceram nossa "iguaria", embora jamais tenham conseguido falar "caipirinha"!

*Aproveito para desejar a todos um delicioso feriado de 07 de setembro!! Aproveitem muito e quarta-feira, 08 estou de volta ao blog!




Itinerários a partir das cidades base parte 2

Roberta Ristori 2 07:09

Queridos, segue a segunda parte (veja aqui a primeira) da sugestão de itinerários pelas cidades base. Dessa vez os pontos de partida são Monsummano e Montecatini Terme.

A maior distância deste itinerário é entre Montecatini Terme e Gaiole in Chianti, com 114 km e cerca de 1h20'.  Se quiser calcular as outras distâncias e rotas, recomendo o GoogleMaps.

2) Monsummano Terme e Montecatini Terme:

1º dia - Visita à cidade base, à outra do grupo base e a Montecarlo

2º dia - Borgo a Mozzano, Barga, Castelnuovo di Garfagnana

3º dia - Calci, Marina di Vecchiano, Viareggio, Lido di Camaiore, Marina di Pietrasanta e Forte dei Marmi.

4º dia - Vinci, Radda in Chianti, Gaiole in Chianti

* A imagem que ilustra o post é de Radda in Chianti e pertence ao site Chianti Tourism

Localidades premiadas na Toscana

Roberta Ristori 8 07:25

32 lugares da Toscana foram selecionadas e certificadas pelas "Bandiere Arancioni" (bandeiras laranjas)  do Touring Club.

A Bandiera Arancione é uma marca de qualidade túristico-ambiental criada pelo Touring Club Italia conferido à pequenas localidades que se destacam  por uma oferta de excelência e estrutura receptiva de qualidade.

Das 1942 cidades candidatas ao título em todo o país, apenas 174 possuem o certificado que tem validade de dois anos e é subordinado a manutenção dos requisitos no decorrer do tempo.

Trata-se de uma ferramenta que garante ao viajante a qualidade de determinado local e que indica estrutura turística diferenciada. A Toscana é a mais premiada entre todas as regiões italianas.

Anote a lista e preste atenção especial a estes locais na sua próxima viagem:

Província de Arezzo: Anghiari, Castiglion Fiorentino e Lucignano
Província de Florença: Barberino Val del'Elsa, Certaldo e Vinci
Província de Grosseto: Massa Marittima, Sorano e Pitigliano
Província de Lucca: Barga e Montecarlo
Província de Pisa: Casale Marittimo, Lari, Peccioli e Volterra
Província de Pistóia: Collodi e Cutigliano
Província de Siena: Casole d'Elsa, Castelnuovo Berardenga, Cetona, Montalcino, Montefollonico, Montepulciano, Monteriggioni, Murlo, Pienza, Radda in Chianti, Radicofani, San Casciano dei Bagni, San Gimignano e Trequanda.

* A imagem que ilustra o post é de Pitigliano e pertence ao site do Touring Club Italiano.

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