Setembro de festas e vinho na Toscana!

Roberta Ristori 3 07:30

Setembro é o mês da vindima na Toscana, portanto, ótimo período para visitas à vinícolas e outros eventos dedicados à enologia. O verão termina, mas as festas continuam no meio das paisagens outonais!

Entre 9 e 12 de setembro, na estrada do vinho do Chianti Classico, mais precisamente em Greve in Chianti, acontece a 40ª edição da Expo do Chianti Classico. Várias manifestações culturais e artísticas, além de visitas e degustações em diversos estabelecimentos e passeios pelas melhores vinícolas.

De 23 a 26 de setembro, em Rufina, mais uma edição de Bacco Artigiano. No centro das atenções o Chianti Rufina DOCG e o Pomino DOC. No sábado, o centro de Florença entra na festa com o desfile do "carro maluco", puxado por bois e carregado dos tradicionais "fiaschi impagliatti" (as garrafas bojudas e com a base recoberta de palha, típicas do Chianti).

No dia 26 de setembro acontece a Festa da Uva, em Impruneta. Um domingo inteiro para aprender mais sobre o bom vinho. Desfiles de carros alegóricos, mostras, mercados ao ar livre e degustações no Loggiato del Pellegrino.

Entre 30 de setembro e 3 de outubro é a vez da primeira edição de Wine Towns, com Florença no papel de capital mundial do vinho (leia aqui).



Na estrada do vinho das Colinas Lucchesi, acontece até 8 de setembro, em Montecarlo, a Montecarlo Walking (veja o programa aqui), uma oportunidade de realizar visitar guiadas à vinicolas e conhecer percursos enoturísticos.

Castelnuovo Berardenga, realiza sua Festa da Uva entre 22 e 26 de setembro, a vez de redescobrir sabores do passado.

Em todo o território, as vinícolas do mocimento do turismo vitivinícola abrirão as portas no primeiro sábado de cada mês, com a iniciativa "Sabato on Wine". No dia 19  de setembro, "Benvenuta Vendemmia" (bem-vinda vendemia) será uma grande festa para marcar a colheita da uva (veja mais no site - em inglês).

Para acompanhar os excelentes vinhos da região, pratos saborosos e tradicionais: diversos eventos acontecem como o "Gioco del Cacio", em Pienza, o "Tesori e Sapori", em Prato e muitos outros na província de Lucca, como a "Fiera del Formaggio" (feira do queijo), em Castelnuovo Garfagnana, "Norcini a Castello" em Ghivizzano Castello e "Ricchezze del Bosco", em Sillano.

Para os que quiserem se aprofundar no tema enoturismo e conhecer melhor todo o pontencial da região, com todas as informações detalhadas, podem baixar no iPhone a APP MTVino. Lá é possível vizualiar a lista completa de todos os estabelecimentos associados ao Movimento del Vino Nazionale. Veja aqui outras informações.

*Fonte: turismo.intoscana.it





Florença alucina? Novas pesquisas sobre a Síndrome de Stendhal

Roberta Ristori 3 08:03

Falar em Florença traz à tona a polêmica da Síndrome de Stendhal, sobre a qual já comentei anteriormente aqui no blog. As reações provocadas no organismo diante da grandeza de algumas obras de arte poderiam levar até à confusão mental, de acordo com a Dra. Graziella Margherini que a diagnosticou pela primeira vez em 1989.

Pelo visto, trata-se de um assunto que não intriga apenas a mim, que confesso não ter ainda chegado a uma conclusão sobre o tema, embora me pareça, a primeira vista, um tanto exagerado. Uma recente matéria de Ilaria Giannini para o site intoscana.it, conta as conclusões dos novos estudos a respeito.

Segundo resultados parciais de uma pesquisa conduzida em Florença durante a mostra "Nello Specchio della Meraviglia", de Luca Giordano, no Palazzo Medici Riccardi, o deslumbramento diante das obras-de-arte seria capaz de provocar mudanças no batimento cardíaco e na frequência respiratória, mas não desmaios e alucinações.

O projeto conduzido por pesquisadores da CNR de Pisa e pela faculdade de medicina de Florença, começou no dia 29 de julho e será concluído no próximo dia 31. Até o momento, 190 visitantes submeteram-se aos testes médicos, a maioria, mulheres.

Ainda que o material obtido necessite de alguns meses para ser cuidadosamente analizado, os pesquisadores afirmam que embora Síndrome de Stendhal não tenha se manifestado claramente entre os indivíduos monitorados, muitos casos mostraram aceleração do batimento cardíaco.

A pesquisa mensurou principalmente, a frequência cardíaca diante a imagens, símbolos e sons, a fim de registrar a reação do sistema psicossomático e o andamento das emoções durante o percurso.




Experiências Inesquecíveis: A Piazza del Campo

Roberta Ristori 6 08:17

Lembranças, álbuns de fotos, sorrisos, sonhos para sempre emoldurados nas galerias das minhas mais queridas recordações.

É isso que começo a divididir com vocês hoje e nas próximas sextas-feiras - Experiências Inesquecíveis.

Aproveito para abrir o espaço a quem quiser aproveitar o embalo e compartilhar conosco as emoções vividas em terras toscanas!

1 - O primeiro contato - A Piazza del Campo

Vinte e poucos anos e nenhum histórico de paixão prévia pela terra dos meus ancestrais. Talvez um tanto estranho para alguns, mas confesso que antes de pisar ali, as histórias de família não foram suficientes para me encantar.

As lágrimas nos olhos do meu pai ao falar da Ponte Vecchio, em Florença e recordar seus dias como estudante na Universidade de Arquitetura, não tinham o poder de me emocionar.

Quem sabe algum resquício de rebeldia adolescente, ou uma vontade de ser do contra numa cidade onde grande parte dos habitantes é de descendência italiana, como São Paulo.

A oportunidade praticamente caiu no meu colo - uma viagem  na companhia de outros tantos jovens de mesma origem, para estudar a língua e a cultura, na Università per Stranieri di Siena, promovida pela Regione Toscana. A terra chamando de volta seus filhos e netos.

Embarquei, apaixonada e curiosa que sempre fui por viagens. Cheguei por Milão e de lá um segundo vôo até Florença. Táxis, confusão, malas, correria e um ônibus dali até Siena, nossa "casa" pelos próximos 40 dias e cidade onde nasceu meu avô.

A ficha só caiu quando cheguei na Piazza del Campo naquela mesma noite. O deslumbramento foi tão grande que me arrancou do meu estado de exaustão, derrubou meu queixo e encheu meus olhos de lágrimas.

A cidade com suas encantadoras ruelas estreitas e encaracoladas, um labirinto mágico, onde todos os caminhos levam ao Campo.

Talvez seja incapaz de traduzir em palavras a emoção transmitida por aquela velha praça, o coração da cidade. Uma construção semi-circular, em tijolos vermelhos e com o imponente Palazzo Comunale e a torre del Mangia, de onde descobri uns dos panoramas mais lindos da minha vida, alguns dias depois.

Ali tem qualquer coisa que precisa ser vivida. Não, as fotos não falam por si só, os textos não podem explicar que espécie de magia paira no ar, para ampliar-se ainda mais nas noites estreladas de verão.

Entusiasmo, euforia que volta à minha alma a cada retorno, sem amornar-se e que me arranca lágrimas quando a deixo. Amar um lugar? Não. É amor, sem necessidade de complementos, o amor mais profundo e puro que já fui capaz de sentir até hoje.




Narizes voltados à Florença

Roberta Ristori Reply 08:01

Entre 10 e 12 de setembro os mais apurados narizes do mundo estarão voltados à Florença para a 2ª edição do "Profumo del Futuro". A cidade mais uma vez assume seu papel de capital mundial das artes e da criatividade e aborda o tema de forma para lá de envolvente.

O debate que acontece na Estação Leopolda é realizado Pitti Immagine e FutureTaste, durante a 8ª edição e "Fragranze" - salão dedicado as mais selecionadas coleções internacionais de perfumaria artística. Cinestésicos que estiverem por lá no período, preparem-se!

No centro das discussões de "Profumo del Futuro", o cenário olfativo para os próximos 12 ou 24 meses. Está prevista a apresentação de uma pesquisa mundial da empresa francesa Givaudan que aponta que as fragrâncias doces e frutadas, ainda em alta no mercado, estejam progessivamente, deixando a cena e abrindo espaço para os florais, às notas frescas e verdes e à sensualidade dos orientais.

A meu ver, a questão mais interessante levantada pelo estudo, é o fato dos aromas doces e frutadas serem associados à necessidade de segurança e intimidade típicos dos períodos de crise, como a financeira da qual o mundo ainda está se recuperando. Enquanto que, as notas que começam a se destacar agora, são signos de otimismo, extroversão, auto-confiança, busca pela natureza e a vontade de deixar para trás o período difícil.

Além das pesquisas de mercado tradicionais, as tendências também foram indentificadas levando-se em conta o atual fenômeno das redes sociais e blogs, ou seja, a opinião dos "trend-setters".

Os maiores blogs do setor, muitas vezes contrariando previsões de grandes especialistas, foram os primeiros a apontar a saturação das fragrâncias frutadas e influenciar as escolhas dos consumidores mais exigentes em outras direções.

O debate será coordenado por Davide Paolini e como convidados deverão comparecer profissionais de diversas áreas:  Maurizio di Robiland (design),
Oliviero Toscani  (comunicação), Francesco Morace (sociologia), Toni Scervino (moda), Luca Gargano (degustador de vinhos e destilados) e Giacomo Mojoli (design e professor do Politecnico de Milão).

Afim de tornar o debate ainda mais envolvente, uma proposta inusitada e que me deixou ainda mais curiosa: uma degustação das principais tendências olfativas emergentes, sob a forma de sorvetes, destilados e chás.

"Profumo del Futuro" tem como seu principal público os profissionais que atuam no setor, mas sem deixar de lado o público apaixonado pelo assunto que usa os perfumes e demonstra interesse pela evolução das pesquisas e da cultura nessa área.

A convidade especial da atual edição de "Fragranze" será a cientista, química, linguística e artista norueguesa, Sissel Tolaas que apresentará a instalação "Fear".

Segundo Sissel, que em seu laboratório em Berlin, tem uma espécie de "diário olfativo" com cerca de 6.700 odores, as pessoas tendem a pensar no assunto em termos puramente estéticos, ou simplistas, definindo se determinado cheiro é agradável ou desagradável.

Entretanto, ela destaca que em outras culturas os aromas foram sempre utilizados como instrumentos de base para definir o mundo e interagir com a realidade, especialmente quando estão associados à identidade de uma pessoa ou de um grupo.

Desta forma, a instalação que ela apresentará em "Fragranze", tem por objetivo mostrar como os odores produzidos pelo corpo podem tornar-se sinais significativos de estados de ânimo específicos, como o medo, por exemplo.

Os odores emanados em situações de medo do corpo de homens de diversas partes do mundo, foram estudados e reproduzidos por Sissel em seu laboratório. Tais moléculas deram vida a uma parede que emanará estes odores quando for tocada, em modo provocatório.



Veja mais informações no site oficial do evento.


Itinerários a partir das cidades base - Parte 1

Roberta Ristori 7 07:49

Demorou, mas vou começar a cumprir a promessa! No primeiro post que escrevi sobre as boas cidades base para quem quer conhecer a Toscana de carro (leia aqui), disse que quando estivesse mais inspirada criaria algumas propostas de itinerários partindo de cada uma das "bases".

A inspiração chegou e começo com o trio formado por Montalcino, San Quirico d'Orcia e Pienza (leia mais e veja o mapa aqui). Não coloquei as distâncias desta vez, porque obviamente, variam de acordo com a cidade escolhida. Entretanto, o trajeto mais distante é entre Pienza e Castiglione della Pescaia - 98 km e 1h50'. Se quiser calcular as outras distâncias e rotas, recomendo o GoogleMaps.

1º dia - Chegada e passeio na cidade base.

2º dia - Visita às outras duas cidades do "grupo base", Montepulciano e Chianciano Terme.

3º dia - Asciano,  Lucignano, Cortona, Castiglion Fiorentino.

4º dia - Castelnuovo Berardenga, Radda in Chianti, Gaiole in Chianti.

5º dia - San Galgano, Monteriggioni, Buonconvento.

6º dia - Castiglione della Pescaia, Parco Naturale della Maremma.

Para os que quiserem saber mais sobre cada uma das cidades, sugiro pesquisar aqui no blog, já falei sobre praticamente todas elas!  Muitas estão no post Planeje seu Giro - Parte 3: Entre Sonho e Realidade (tem até um mapa específico, com fotos e detalhes das cidades!) ou aqui.

Uma boa dica é combinar esse itinerário com visitas às cidades mais famosas da região como Siena, Florença, Pisa, Lucca e Arezzo (leia aqui). Assim você divide a viagem em duas partes: uma de carro e outra de trem, pelas cidades maiores e com estacionamento complicado.

* A imagem que ilustra o post é da região do Chianti e pertence ao site http://www.vanewswire.com

Ônibus ou trem?

Roberta Ristori Reply 08:55

Queridos, depois de uma série de posts dedicados aos que desejam conhecer a Toscana de carro, chegou a vez de falar dos trens e ônibus.

Se pretende utilizar os meios de transportes públicos na região, recomendo que leiam um post que escrevi há algum tempo explicando exatamente como funcionam - bem diferente do Brasil.

A grosso modo, divido a questão da seguinte maneira, para ir de uma capital de província (Siena, Florença, Arezzo, Lucca, Pisa, Grosseto, Livorno, Massa, Prato e Pistóia) a outra, acho que vale mais o trem, para os demais locais, provavelmente só lhe restara o ônibus como opção.

Uma ressalva, para chegar a Siena, prefira o ônibus. A estação de trem é um pouco distante do centro histórico, enquanto o terminal de ônibus fica dentro dele, na Piazza Gramsci.

Para saber os horários e linhas dos ônibus consulte o site da Sita. Fique atento, porque grande parte das linhas tem corridas "ordinarie" e "rapide", o que costuma resultar numa boa diferença no tempo total da viagem.

Uma novidade importante: se resolver conhecer a lindíssima Ilha de Elba, foi criada uma linha de ônibus específica para o trajeto Florença-Piombino (daqui partem os ferrys para a ilha). O trajeto dura cerca de 2h40' e te deixa direto no porto. Com toda a certeza muito mais prático do que ir de trem.

A estação da Sita em Florença fica bem ao lado da estação de trem de Santa Maria Novella. Prefira comprar sempre os bilhetes antes de subir nos ônibus, se tiver que comprar lá dentro, há um acréscimo no valor. Para maiores informações, consulte os sites das companhias de ônibus de cada província nos links úteis do blog - aqui.

* A imagem que ilustra o post é da estação da Sita em Florença e é da Wikipedia.



Eles carregam as malas para você

Roberta Ristori Reply 08:23

Esta semana falei aqui no blog sobre os melhores meios de chegar até a Toscana (leia aqui), uma vez que não existem vôos diretos do Brasil até a região.

No post comentei sobre o inconveniente de carregar as malas nos trens, aliás, bagagem é sempre a coisa mais irritante e mais necessária no meio de uma viagem. Não foi a toa que gente chata por aqui ganhou o carinhoso apelido de "mala"!

Pensando em minimizar o problema, tanto a Trenitalia quanto a Alitalia lançaram serviços e bagagem "Door to Door", por meio do qual se incumbem de carregar a tralha para você. Obviamente o serviço não é baratinho, especialmente para bolsos "em reais", mas achei que valia a pena registrar as opções.

O serviço de ambas funciona somente dentro da Itália e o custo varia de acordo com o número de malas e peso. O sistema é parecido, eles retiram a bagagem na sua casa, ou onde você estiver hospedado e enviam diretamente ao seu endereço de destino. As duas companhias incluem um seguro de até 500 euros por volume.

O "Bagaglio Facile" (Bagagem Fácil), da Trenitalia, serve somente os passageiros dos trens de alta velocidade Frecciarossa e Frecciargento, ou titulares da CartaFreccia. O peso máximo consentido é de 25 quilos e a tarifa a partir de 20 euros.

Para fazer a reserva é preciso telefonar para o número 800.923.924, pelo menos 24 horas antes da partida. Atenção porque nos finais de semana o preço é bem mais salgado. Outras informações aqui.

O "Bag Express" da Alitalia custa a partir de 22 euros por volume e também deve ser reservado com ao menos 24 horas de antecendência. O serviço pode ser reservado pelo número 199 418 428 ou pelo site da companhia aérea, veja aqui.

Viagem enogastronômica a pedido do Luciano

Roberta Ristori Reply 08:41

Queridos, essa semana o Luciano deixou um comentário aqui no blog, pedindo ajuda para planejar umas férias gastronômicas pela Toscana com um grupo de amigos. Achei o tema tão interessante que resolvi transformar em post para que todos possam aproveitar as dicas.

"Roberta, somos 4 casais que estamos planejando uma viagem enogastronômica pela Itália de 6 a 8 dias e pensamos no Piemonte, porém com o seu blog ficamos bastante interessados em conhecer a Toscana. Gostaria de uma sugestão sua para ficarmos hospedados em uma cidadezinha charmosa, que oferecesse algum curso de culinária para "curiosos" e que tivesse agradáveis feiras livres e restaurantes. Parabéns pelo blog, Luciano."

Pensei em duas soluções possíveis para esse pessoal animado, amante da gastronomia e dos ótimos vinhos. A primeira, recomendação é dar uma "estudada" na estradas dos vinhos toscanos (leia aqui) e selecionar hospedagens nas regiões que achar mais interessantes.

A vantagem dessa opção é a facilidade para se adequar ao orçamento de cada um. Cursos de gastronomia são oferecidos por uma infinidade de escolas e podem ser diários ou durar até uma semana. Além disso, é possível incluir tours para degustação de vinhos, azeites e outros produtos, várias agências locais oferecem o seviço, bem simples de achar e fazer a reserva em praticamente todos os hotéis.


A segunda opção, a que particularmente me parece mais atraente, embora possa encarecer a viagem dependendo do tipo de hospedagem que escolher, é uma "imersão" na enogastronimia toscana.

A idéia é ficar em um agriturismo (leia mais) que ofereça tanto degustações dos produtos típicos e vinhos, quanto os cursos de culinária em um ambiente tradicional, rico em charme, beleza e história. Acho que para quem se interessa realmente pelo tema, vale gastar um pouco mais e procurar um local de produtos de excelência, como por exemplo, o Castello Banfi, produtor do Brunello di Montalcino de mesmo nome.

Há alg
um tempo escrevi um post com opções agriturísticas saborosíssimas, estilosas e sofisticadas (leia aqui). Algumas outras possibilidades são a Fattoria Montagliari, em Panzano in Chianti, o Le Caggiole, em Montepulciano, o Relais Sant'Elena, em Bibbona, e o Borgo Casabianca, em Asciano.


Para atender ao último pedido do Luciano, as feiras livres, conhecidas na Itália como "mercato" (ou "mercati", no plural) acontecem em todas as partes da Toscana. Cada cidade tem o seu em dias específicos. Um dos mais famosos é o Mercato Centrale, em Florença, situado em um belo edifício de 1874, cuja marca é a integração de materiais modernos para a época, como ferro e vidro.

Do lado de fora, o Mercato di San Lorenzo é uma ótima opção para comprar presentes para quem ficou no Brasil, com boa oferta de artigos em couro, além dos souvernis clássicos.

Enologuês

Roberta Ristori Reply 09:33


Toscana e vinhos são duas palavras praticamente inseparáveis. A região oferece ótimos vinhos a preços excelentes quando comparados aos valores no Brasil, portanto se for até lá, no deixe de aproveitar a oportunidade para conhecer um pouco mais sobre este mundo encantador.


Segue um pequeno glossaário sobre vinhos, como prometido no último post sobre o assunto (leia aqui). Selecionei apenas os termos mais corriqueiros. Caso queira se aprofundar no assunto, sugiro as versões completas do dicionário de vinhos nos sites da
Academia do Vinho, Univibra e Associação Brasileira de Sommeliers, os quais inclusive, usei como fontes para este post.

A

ABRIR - diz-se que o vinho "está abrindo" (ou "abriu") quando está havendo (ou houve) crescimento de suas características (em especial do aroma), com um certo tempo após a abertura da garrafa

ACIDEZ - Sensação de frescor agradável, provocada pelos ácidos do vinho (cítrico, tartárico, málico, lático, succínico) e que resulta em salivação

ACIDEZ VOLÁTIL - acidez desagradável provocada pelos maus ácidos do vinho (acético, propiônico e butírico).

ACRE - indica a sensação desagradável de excessiva acidez e tanicidade, provocando irritação das mucosas.

ADSTRIGENTE - com muito tanino, que produz a sensação de aspereza (semelhante à sentida ao comer-se uma banana verde); o mesmo que tânico ou duro

AFINADO - bem envelhecido, maduro,equilibrado

AMARGO - com amargor, indica defeito

AMÁVEL - (ou "amabili", em italiano) suave ou ligeiramente doce

AMBIENTAR - (em francês CHAMBRER) deixar o vinho à temperatura ambiente, do recinto onde é servido

AROMA - odor emanado pelo vinho. O primário é proveniente da uva. O secundário é resultante da vinificação. O terciário origina-se do envelhecimento e é denominado buquê

ÁSPERO - com excessivas adstringência e acidez 

ASSEMBLAGE - mistura de vinhos diferentes; o mesmo que corte

AUSTERO - diz-se de um grande vinho, bem estruturado e envelhecido, que manteve uma ligeira tanicidade.

AVELUDADO - macio, untuoso, viscoso com textura de veludo

AVINAGRADO - com odor e sabor de vinagre, deteriorado, inutilizado para o consumo

B
BALANCEADO - que apresenta harmonia entre os aspectos gustativos fundamentais, em especial a acidez, a doçura adstringência e o teor alcoólico o mesmo que o equilibrado e harmônico

BOUCHONNÉE (frances - bouchon = rolha) - com odor de rolha (defeito) - ver ROLHA

BRUT (francês) - utilizado para espumantes muito secos

BUQUÊ - (do francês bouquet) - aroma complexo, também denominado aroma terciário, resultante do envelhecimento.

C

CALDO - o vinho já pronto, ou o mosto que será fermentado

CARÁTER - conjunto de qualidades que dão personalidade própria ao vinho permitindo distinguí-lo de outros

CARNOSO - encorpado

CHEIO - o mesmo que encorpado

COMPLEXO - com aromas multiplos, com buquê

CORPO - sensação tátil do vinho à bôca, que lhe dá pêso (sensação de "boca cheia") e resulta do seu alto teor de extrato sêco

CORTE - mistura de vinhos diferentes. O mesmo que assemblage (francês)

CURTO - que não deixa sabor persistente na boca; de retrogosto curto

D
DECANTAR - ato de transferir o vinho da garrafa para uma jarra, com o propósito de separar os sedimentos originários do envelhecimento.


DECANTER (inglês) - decantador; frasco de vidro usado para decantar vinhos que possuem sedimento formado durante o envelhecimento. É também usado para arejar ("respirar") o vinho antes de servi-lo

DELGADO - vinho de pouco corpo

DELICADO - equilibrado e sóbrio

DENSO - viscoso, encorpado

DESARMÔNICO - que possui exacerbação de um dos componentes gustativos, mascarando-os (ex: excessiva acidez, tanicidade exagerada, doçura elevada) ; o mesmo que desequilibrado

DURO - o mesmo que adstringente e tânico

E
ELEGANTE - o mesmo que delicado

ENCORPADO - que tem muito corpo

ENÓFILO - apreciador e estudioso de vinhos

ENOLOGIA - ciência que estuda o vinho

ENOLÓGICO - relativo à enologia ou ao vinho

ENÓLOGO - indivíduo que tem conhecimentos de enologia; formado em faculdade de enologia

EQUILIBRADO - o mesmo que balanceado

F
FECHADO - jovem, recém-engarrafado, ou recém-aberto e que ainda não demonstra toda a sua potencialidade

FIRME - jovem com estilo

FLORADO - com aroma de flores

FORTIFICADO - ao qual é adicionado aguardente vínica, como o vinho do Porto, o Madeira, o Jerez, o Marsala, o Banyuls e outros

FRESCO - vinho que possui frescor, boa acidez

FRESCOR - sensação agradável transmitida geralmente pelos vinhos brancos, jovens ou espumantes, resultante de um ligeiro predominância da acidez, sem perder o equilíbrio

FRISANTE - efervescente, com pouco gás carbônico (menos que espumantes)

FRUTADO - com aroma de frutas

G
GENEROSO - forte, com alto teor alcoólico

GRAPPA  - Bebida destilada tipicamente italiana, produzida a partir das cascas e resíduos do mosto de uva.

GROSSEIRO - adstringente, sem elegância

H
HARMÔNICO - o mesmo que balanceado e equilibrado

HERBÁCEO - com aroma de ervas

I
INSÍPIDO - sem gosto característico, sem caráter

 J 
JOVEM - vinho geralmente frutado, pouco tânico com acidez agradável e que não se presta ao envelhecimento; pode também significar vinho recém-fabricado,que pode e deve envelhecer

 L 
LEVE - com pouco corpo e pouco álcool,mas equilibrado; o mesmo que ligeiro

LIGEIRO - o mesmo que leve

LÍMPIDO -sem sedimento ou partículas em suspensão transparente

LONGO - de boa persistência

M
MADEIRIZADO - vinho branco oxidado que adquire cor que vai de dourada a castanho, aroma adocicado (cetônico) e gosto amargo

MADURO - no apogeu de sua vida; estado que precede a decadência

MOSTO - líquido resultante da prensagem das uvas; suco; sumo

 N 
NERVOSO - com acidez e adstringência altas, não necessariamente excessivas

NEUTRO - sem caráter marcante

NOVO - do ano em que foi colhido ou com um ano de engarrafamento

O
ORGANOLÉPTICO(A) - sensorial, que sensibiliza os sentidos. As características organolépticas de um vinho são as suas sensações olfatórias, gustativas e táteis, percebidas durante a sua degustação

OXIDADO - que sofreu oxidação; envelhecido além do suportável; decomposto na cor (do dourado ao castanho para os brancos e do tijolo ao marron para os tintos), no aroma (adocicado, cetônico, etc.) e no sabor (desagradável e apagado); para os vinhos brancos tem o mesmo significado que madeirizado

P 
PÉ - borra; depósito; sedimento

PERFUME - o mesmo que buquê

PERSISTÊNCIA - sensação do gosto deixado pelo vinho na boca (retrogosto) após ser deglutido ou cuspido. Quanto melhor o vinho, maior o tempo de persistência, do retrogosto: 2 a 3 segundos nos curtos, 4 a 6 segundos nos médios e de 6 a 8 nos longos

PESADO - encorpado, mas com pouca acidez; sem fineza

R
RAÇA - diz-se que um vinho é de raça ou raçudo quando tem alta qualidade

RAPADO - o mesmo que magro

RASCANTE - adstringente; tânico

REDONDO - maduro e equilibrado

RETROGOSTO ou AROMA DE BOCA - sensação gustativo-olfatória final deixada pelo vinho na boca, após ser deglutido ou cuspido. Ela é percebida através da aspiração do ar pela boca, o que provoca a sua passagem pela nasofaringe (comunicação entre a boca e o nariz) e a consequente estimulação dos receptores olfatórios no nariz. Alguns estudiosos preferem utilizam a palavra retrogosto para as sensações desagradáveis percebidas ao final da degustação

ROBUSTO - encorpado, nervoso e, sobretudo, redondo

ROLHA - diz-se que o vinho tem odor e/ou gosto de rolha quando apresenta aroma desagradável passado por rolha contaminada pela Armillaria mella (fungo parasita da casca da árvore com a qual é feita a rolha, o sobreiro)

 S 
SEDOSO - o mesmo que aveludado

SEIVA - (do francês sève), diz-se que um vinho tem seiva quando é um grande vinho

SUAVE - o mesmo que ligeiro; também significa vinho meio-doce (demi-sec)

T
TÂNICO - que tem muito tanino ou no qual o tanino sobressai ; o mesmo que adstringente e duro

TANINO - substância existente na uva e que confere a adstringência ao vinho

TERROIR (francês) - literalmente designa o "terreno" onde se localiza um vinhedo, mas o seu sentido é muito mais amplo. Na realidade, designa as características do solo, do microclima e do ecossistema do local, responsáveis pela qualidade do vinhedo e, conseqüentemente, pela qualidade do vinho que ele originará.

TERROSO - com sabor de terra, do solo de onde veio a uva

 V 
VELHO - bastante envelhecido

VERDE - com acidez acentuada, mas agradável e refrescante

VIGOROSO - saudável, vinho jovem em pleno vigor

VINHO LICOROSO - é a bebida com graduação alcoólica de 14º a 18º G. L. (grau Gay Lussac), podendo ser adicionado álcool etílico potável, mosto concentrado, caramelo e sacarose.

VINDIMA - colheita das uvas.

VIVO - vinho com ligeiro excesso de acidez, porém ainda agradável.

* A imagem que ilustra o post é do site da Enoteca Italiana, em Siena. Um obrigada especial ao meu querido Marco Tomei pela colaboração!


Chegar e sair da Toscana - avião ou trem?

Roberta Ristori 8 08:03

Recentemente um leitor do blog me fez uma pergunta simples, mas bastante útil que acho que pode servir como dica para todo mundo.

A dúvida era se para chegar em Roma, a partir da Toscana, deveria pegar o trem em Florença, ou se poderia fazer o mesmo a partir de Siena.

Das duas cidades partem trens diários para a capital italiana com boa frequência e a viagem dura cerca de 3 horas. Entretanto, existem duas vantagens em partir de Florença: existem trens diretos, ou seja, sem necessidade de trocas (cambio) e a possibilidade de pegar um dos trens de alta velocidade, obviamente mais caros, mas que diminuem o tempo em trânsito para algo em torno de 1h20'.

Partindo de Siena, será necessário fazer a troca de trem que normalmente acontece em Chiusi, ou Grosseto. O problema é que se estiver com uma quantidade razoável de bagagem, isso pode ser bem cansativo.

Algumas estações nao dispõem de elevador, o que significa que você deverá sair do primeiro trem, descer uma escadaria arrastando suas malas e subir uma outra para chegar na plataforma onde pegará o segundo trem.

Além do cansaço, essa opção tem um agravante, é possivel que o intervalo entre a chegada do primeiro trem e a partida do segundo seja bem pequeno. Resumindo: correria nas escadas entre os binarios (plataformas), subir e descer escadas correndo e cheio de malas! Cheque o
site da Trenitalia antes de viajar, pode ser até que consiga uma promoção para os trens de alta velocidade.

Outra possibilidade: se o seu avião chegar e/ou partir de Roma, pense na possibilidade de adquirir o trecho até a Toscana. Quando você compra o bilhete, a diferença de preço ao incluir essa perna a mais, seja Roma/Florença, ou Roma/Pisa, é bem pequena. As viagens são muito rápidas (cerca de 50') e você não precisa carregar a bagagem.

Uma luz para os não iniciados nos vinhos!

Roberta Ristori 1 08:27

Antes de mais nada, que fique bem claro que me encaixo na categoria dos "apreciadores de vinho iniciantes" (e totalmente amadora!), portanto, não esperem profissionalismo ou profundidade na abordagem do tema.

A idéia desse post é falar com vocês de igual para igual, numa tentativa conjunta de entender um pouquinho melhor esse delicioso universo, por meio de conceitos simples. Não, nunca consegui distinguir "odor de pelo de cavalo molhado numa taça" (devo dar Graças a Deus?), mas aprecio os bons vinhos.

Costumo ler publicações interessantes sobre o tema, como a revista Adega e blogs especializados como o Enoblogs e o Vinhos Italianos, escrito por Adriana Grasso,  mas até hoje não inclui entre minhas competências um curso sobre o assunto, o que pretendo remediar em breve. Aviso aos enochatos de butuca: passaremos longe do vosso estrepitoso, vibrante e rebuscado palavrório!

Peço permissão aos mestres e especialistas no assunto para tratá-lo de um modo mais macio e palatável e abro o espaço para os que, muito gentilmente, quiserem dividir o conhecimento com o Giro pela Toscana e os nossos leitores queridos.

Na primeira parte desse "mini-especial" explico um pouquinho sobre as uvas toscanas e na segunda parte prometo para vocês um glossário bem resumido, só com os termos mais comuns ligados a Bacco.

Uvas tintas:

Sangiovese: Sem dúvida, uma das mais importantes uvas italianas, cobre 11% da superfície vitivinícola nacional. É uma das "jóias" da Toscana e alma de vinhos famosos como os Chianti (leia aqui), o Carmignano, o Morellino di Scansano e muitos dos Supertoscanos, (leia mais) todos de produção local. Inúmeros "clones" (variedades) desta uva, como a Prugnolo Gentile e a Brunello, originam outros famosíssimos vinhos toscanos.

Prugnolo Gentile: Este clone selecionado da Sangiovese é a principal uva do Vino Nobile di Montepulciano (leia aqui), outro importante DOCG (leia mais) toscano.

Brunello: Mais um clone da Sangiovese, responsável por um dos vinhos mais consagrados no mundo - o Brunello di Montalcino (leia mais). O primeiro Brunello foi produzido por Ferrucio Biondi-Santi. Trata-se de um vinho potente e denso.
Morellino di Scansano: Esta uva tinta que origina o vinho DOCG homônimo, produzido na Maremma, é mais uma variedade da Sangiovese.

Canaiolo: Esta uva participa dos Chianti, Carmignano, Rosso e Nobile di Montepulciano e Morellino di Scansano, dentre outros. Utilizada para conferir "maciez" aos Chianti.

Pollera Nera: Uva tinta que entra no corte (mistura) de outras vinhos. Ao menos entre os toscanos não é usada como "componente" principal.

Duas uvas de origem francesa entram na composição de alguns vinhos toscanos: a Cabernet Sauvignon e a Merlot.

Uvas brancas:

Malvasia del Chianti e Malvasia Bianca di Candia: Podem integrar a composição dos Chianti (junto com a Trebbiano, ou em seu lugar).

Trebbiano: Uma das uvas brancas mais difundidas na Italia, bastante adaptável e que integra diversos vinhos.

Vermentino di Luni: Dá origem ao vinho homônimo produzido em Massa-Carrara.

Ansonica: Cultivada principalmente na Ilha de Elba e na região do Monte Argentario.

Além destas, os vinhos toscanos algumas vezes contam com a presença das gaulesas Chardonnay e Sauvignon Blanc.

*Fontes: Além de todas as ótimas publicações citadas, Wikipedia.

** A imagem que ilustra o post é do site Nove da Firenze




Bienal de sabores

Roberta Ristori Reply 08:44

Em novembro, Florença sediará a segunda edição da Bienal Enogastronomica. Entre os dias 6 e 22, praças, edifícios históricos, teatros, cinemas e ruas da cidade serão invadidos por uma infinidade de eventos dedicados à boa mesa.

Sting e sua mulher, Trudie Styler já se declararam apaixonados pela Toscana e seus produtos agro-alimentares na semana passada, na ocasião da abertura do ponto de venda de produtos biológicos na propriedade do ex-vocalista do The Police. A "Il Palagio", em Figlini Valdarno,  produz mel, azeite, verduras, salame de cinta senese (uma espécie local de porco de carne deliciosa) e vinho.
 
A região é pátria de sabores inesquecíveis e destaca seu papel no evento que conta com a direção artística do jornalista enogastronômico Leonardo Romanelli. Cerca de 90 restaurantes irão inserir nos respectivos menus, sabores e preparações tradicionais, frutos de antigas receitas que tornarão a gastronomia florentina famosa em todo o mundo, trata-se da iniciativa "Un piatto tipico al ristorante".

O mundo do vinho será tratado com o devido respeito e grande destaque com "Life of Wine: viaggio nelle età del vino", do qual participarão 25 empresas selecionadas da Toscana e toda Itália. Estão previstas grandes degustações abertas ao público e encontros onde os próprios produtores explicarão a evolução da bebida durante jantares - "A cena con il mio produttore".

O "Florence Wine Event" será manifestação totalmente dedicada aos vinhos de excelência que acontecerá no Palazzo Pitti. Para completar o calendário voltado ao setor, duas grandes degustações guiadas por experts e opinion leaders: uma para os Supertoscanos e outra para os mais importantes DOCG toscanos.

Os visitantes poderão conhecer e provar todas as maravilhas gastronômicas regionais no balcão do "Il mercato dei sapori e dei mestieri" e se refestelar com as melhores criações gastronômicas do centro histórico de Florença por meio da iniciativa "Staffeta del Gusto".

A moda não fica de fora e integra a grande festa com "Talenti in passerella", uma combinação entre moda e enogastromia de qualidade. Já a música fica por conta do "Vino in musica", em colaboração com a associação Pinocchio Jazz.

A soliedariedade entra na dança com "Il Pranzo dei Santi", em colaboração com a Caritas Florença e com "Il Pranzo di Babette" realizado pelo staff do famosíssimo restaurante Enoteca Pinchiorri.

Um trajeto para ser percorrido a pé foi criado no centro de Florença - "Lapidi in Firenze", propõe a descoberta das lápides de personagens famosos. A cada parada, ou seja, a cada uma das lápides, uma pequena degustação precedida por um cantor que recitará versos ou fará apresentações dedicadas ao personagem famoso (será para acalmar os ânimos do pobre defunta importunado?).

Particularmente doce será o "Il Gusto della Biennale", o "capítulo" dedicado aos sorvetes! As mais famosas "gelaterie" artesanais da cidade receberão criações de um time de grandes mestres sorveteiros. 

 
O filme "A Fábrica de Chocolate" toma conta dos cinemas para seduzir os pequenos visitantes que depois se lambuzam na desgustação dos mestres chocolateiros toscanos. Já a ala adulta será entretida por "Confissões de um crítico gastronômico", escrito, dirigido e interpretado por Leonardo Romanelli, apresentado no teatro Puccini e com antepastos tipicamente regionais para abrir a cena.

Durante todo o período da Bienal, a Sala de Armas do Palazzo Vecchio será transformada em espaço fixo que servirá também como Info Point e onde serão realizados talk shows e degustações. Mais informações no site oficial do evento.
 

Hotéis nas cidades base para quem está de carro - Parte 2

Roberta Ristori Reply 08:13

Eis a 2ª parte da relação de hotéis nas cidades base para quem pretende conhecer a Toscana de carro (leia aqui, aqui e aqui).

3- ) Bolgheri e Castagneto Carducci

Hotel Bambolo - 106 euros
Campo di Carlo - 99 euros
Varo Village - 100 euros
Tenuta la Bandita - 120 euros
Agriturismo Villetta di Monterufoli - 90 euros

4- ) San Gimignano (leia aqui) e Volterra

Hotel Molino d'era - 64 euros
Park Hotel le Fonti - 86 euros
Hotel San Lino - 90 euros
Chiosco delle Monache - 59 euros
Residence l'Estrusca - 80 euros
Albergo Etruria - 79 euros

5- ) Poppi e Bibbiena

I Tre Baroni Resort - 122 euros
La Torricella - 68 euros
Relais il Fienile - 82 euros
Locanda dei Baroni - 60 euros
Albergo Falterona - 75 euros
Agriturismo Agricola Casentinese - 80 euros
Dimora Casa Eugenia - 115 euros

*Todos os preços foram pesquisados por meio do site booking.com, em julho, para a baixa estação - início de setembro, para 2 pessoas!

**A imagem que ilustra o post é de Poppi e pertence ao site ecoturingtuscany.com

Agosto na Italia

Roberta Ristori 5 09:07

Uma alegria inebriante que paira no ar como sempre acontece em qualquer lugar do mundo quando chegam as férias! Festas, eventos, festivais, shows e outras comemorações regadas à vinho, música e muita diversão.


O lado ruim disso tudo? Horas preso em um
engarrafamento, um calor infernal, restaurantes, bares e a maioria das lojas fechadas. Praias entupidas, preços mais altos, férias, férias!

Se o cenário que acabei de descrever não te agrada, fuja da Toscana (na realidade, da Itália!) durante o mês de agosto e principalmente, do "Ferragosto", celebrado no dia 15.
A escolha é sua, o clima é realmente delicioso, mas se ficar preso no trânsito ou passar horas na fila de um restaurante, não vale dizer que não avisei!

O feriado nascido nos tempos da Antiga Roma e deriva do termo em latim "Feriae Augusti" (repouso de Augusto), quando então era comemorado o fim dos trabalhos agrícolas.
A data também celebra a Assunção da Virgem.

Passeio lindo bem ali do lado: Cinque Terre!

Roberta Ristori 9 08:42

Queridos, para deixar bem claro, Cinque Terre não fica na Toscana, pertence à região da Ligúria. No entanto, como tenho recebido muitos e-mails perguntando sobre essa linda área marinha, decidi escrever um post explicando como chegar lá partindo da Toscana!

Antes de mais nada, as 5 terras são: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Tratam-se de pequenos vilarejos, charmosos e românticas à beira do Mediterrâneo. Um cenário espetacular pontuado por casinhas penduradas na borda de penhascos.

A partir da Toscana é bastante simples chegar a Cinque Terre e esse pode ser um passeio de um dia bastante agradável para quem está hospedado na Versilia, como as belas Forte dei Marmi, Marina di Pietrasanta, Viareggio, ou mesmo em Pisa, onde está o aeroporto mais próximo.

Basta pegar o trem da linha Pisa-Gênova. Confira informações e horários no site da Trenitalia. Outra opção é chegar até lá em um dos barcos que fazem o trajeto diariamente durante o verão e a primavera.

Trem: Você pode pegar em La Spezia (a mais próxima) e seguir em direção a Levanto (Linha Pisa - Gênova). Chequei no site do Parque Nacional de Cinque Terre (em inglês e italiano) e eles oferecem inclusive um passe de trem (Cinque Terre Card Treno) especial que pode ser usado a vontade durante um determinado período de tempo. De Pisa até a primeira das 5 terras, Riomaggiore, leva apenas uma hora de trem.

Barco: Pode optar por pegar o barco também em La Spezia, ou se estiver no litoral da Versilia, na Toscana, pode pegá-lo a partir de Viareggio, Forte dei Marmi, Marina di Massa ou Marina di Carrara. Partindo de La Spezia a tarifa varia de 15 a 25 euros. Veja maiores informações no site de navegação do Golfo dos Poetas.

* A imagem que ilustra o post é do site oficial do Parque Natural de 5 Terre.

Hotéis nas cidades base para quem está de carro - Parte 1

Roberta Ristori 3 08:05

Conforme prometido no post sobre as cidades que rendem boas bases para quem deseja conhecer a Toscana de carro (leia aqui e aqui), segue a primeira parte da relação de hotéis nestes locais.

Como nos outros textos em que indico hotéis onde não me hospedei - caso daqueles que menciono e recomendo na sessão "Favoritos", sigo alguns critérios baseados nas avaliações dos usuários do booking.com e do TripAdvisor (leia mais).

1- ) Montalcino, San Quirico d'Orcia e Pienza - Província de Siena

Hotel Osteria dell'Orcia - 120 euros
Palazzo del Capitano Relais & Wellness - 125 euros
Hotel Residence San Gregorio - 98 euros
Casa Lemmi - 89 euros
Piccolo Hotel la Valle - 105 euros
Arca di Pienza - 95 euros
Agriturismo Poggio Tobruk - 100 euros
Antica Locanda - 80 euros

2- ) Monsummano Terne e Montecatini Terme - Província de Pistoia

Relais Villa San Bastiano - 110 euros
Hotel Giglio - 70 euros
Grand Hotel Tettuccio - 79 euros
Hotel Savoia & Campana - 49 euros
Hotel Montebello - 69 euros
La Pia - 59 euros
Villa Gaia - 79 euros
Hotel Rubens - 55 euros

*Todos os preços foram pesquisados por meio do site booking.com, em julho, para a baixa estação - início de setembro, para 2 pessoas!

** A imagem que ilustra o post é de San Quirico d'Orcia, do site paesionline.it

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