Outlets!

Roberta Ristori 1 09:25

Aqui vai mais um textinho especialmente dedicado à mulherada ensandecida pela maravilhosa moda italiana - outlets!

A Toscana hospeda muitos desses centros de compras que costumam oferecer, realmente, preços muito vantajosos. Os maiores e mais conhecidos são o The Mall, o Barberino Designer Outlet e o Valdichiana Outlet Village, embora algumas grifes famosas tenham seus próprios outlets por ali como é o caso da Dolce & Gabbana, Prada e Roberto Cavalli.

O The Mall, um dos maiores, está situado a cerca de 30 minutos de carro de Florença e reúne marcas como Alexander McQueen, Balenciaga, Botteca Veneta, Burberry, Emanuel Ungaro, Ermenegildo Zegna, Fendi, Giorgio Armani, Gucci, Hogan, I Pinco Pallino, La Perla, Loro Piana, Marni, Pucci, Salvatore Ferragamo, Sergio Rossi, Stella McCartney, Tod's, Valentino, Yohji Yamamoto e Yves Saint Laurent. A economia por ali varia de 35% a 70% e o funcionamento é de segunda-feira a domingo das 10h às 19h.

O Barberino, pertencente ao grupo inglês McArthur-Glen, conta com cerca de 100 lojas e oferece descontos entre 30% e 70% durante todo o ano. Algumas das grifes são Alinari, Bruno Magli, Calvin Klein, Guess, Mariella Burani, Missoni, Pollini, Prada e Pal Zileri. O shopping funciona de terça a sexta das 10h às 20h e sábados e domingos das 10h às 21h. Durante os meses de janeiro, junho, julho, agosto, setembro e dezembro, abre também às segundas-feiras entre 14h e 21h.

Já o Valdichiana tem uma proposta diferente e procura unir o momento de compras ao roteiro histórico. Do Gruppo Percassi, apresenta-se como "o borgo toscano da moda". Praças, ruas, pórticos, pontes e terraços simulam os centros históricos das cidades da região. Cerca de 200 lojas prometem descontos de 30% a 70%. Asics, Benetton, Calvin Klein, Gai Matiollo Jeans, Mariella Burani, Miu Miu, Nike, Prada, Puma, Salvatore Ferragamo e Swatch são alguns dos nomes presentes. O horário de funcionamento é de terça-feira a domingo das 10h às 20h e segundas-feiras entre 14h e 20h.

Outro outlet que me parece bastante interessante e que embora ainda não tenha visitado, os comentários são promissores, é o das marcas Calzedonia e Intimissimi (leia aqui), em Pistóia. Ambas as marcas que já costumam ter preços muito bons oferecem descontos que vão de 50% a 80%. Lingeries lindas a preços excepcionais. O funcionamento é de segunda-feira a sábado entre 9h e 19h30.


Firenze 2059 - Fantástico!

Roberta Ristori 3 10:28

A criatividade toscana prova mais uma vez que não tem limites com a conferência sobre cultura e turismo que acontece nesta sexta-feira, 27, na Gipsoteca dell'Istituto d'Arte, em Florença.

O evento que será transmitido ao vivo pelo site www.intoscana.it, terá como tema a nova campanha de marketing da região, "Voglio Vivere Così" e contará ainda com um DJ set no final.

No entanto, infelizmente, para nós aqui tão longe, o mais interessante é o site criado para divulgar o evento, o Firenze2059.

Só passando por lá para conferir as incríveis idéias "viajantes" do que seria a cidade no futuro, como a construção de outros três andares na Ponte Vecchio e românticos passeios pelo rio Arno em barquinhos inspirados no quadro "O Nascimento de Vênus" de Botticelli.

Você também pode imaginar a sua Florença e dar suas sugestões por meio do twitter. Já deixei minhas modestas contribuições!

Compras em estilo medieval - Mercati

Roberta Ristori Reply 08:32

Boas novas para quem planeja visitar Florença nos próximos meses. O vice-prefeito e assessor de desenvolvimento econômico, Dario Nardella, anunciou uma nova colaboração entre instituições e comerciantes ambulantes para valorizar e tornar ainda mais belos e interessantes os "mercati" da cidade.

O objetivo é incentivar a requalificação dos mercados históricos e turísticos.
Os pontos principais da intervenção são melhorias na disposição do espaço e incentivos àqueles que quiserem investir na qualidade arquitetônica das bancas e das mercadorias vendidas.

Os "mercati" são espaços públicos de comércio que remontam à época Medieval, é quase como a nossa conhecida feira, embora muito mais bonitos, limpos, organizados e variados. Quer você esteja em busca de alimentos, roupas, artigos em couro, sapatos, gravatas, xales, ou mesmo souverniers tradicionais como camisetas e moletons da Itália, certamente ali encontrará o que procura e o que é melhor, quase sempre a preços muito bons.

Trata-se de uma ótima solução para resolver aqueles presentinhos para os que ficaram em casa. Provavelmente será possível contentar a todos os gostos e os mais engraçadinhos, poderão ainda dar o troco naquele amigo que não perde a piada e levar para ele um dos pacotes de massa em formatos, digamos, um tanto excêntricos, ou até eróticos!

Existem mercados em quase todas as cidades da região, mas os maiores são os de Florença - de San Lorenzo, Centrale, Nuovo, de Sant'Ambroggio, de Santo Spirito, enfim, uma infinidade de opções de origem medieval, mas que continuam funcionando muito bem nos dias de hoje. É preciso checar os horários e dias de abertura de cada um.

Em Pietrasanta, o mercado oferece uma boa variedade de artigos em lã, belos e baratos e, caso tenha um pouco de sorte, também de sapatos, embora a grade de numeração seja bastante incompleta.

Quanto à qualidade, é preciso pesquisar, existem produtos ótimos e quinquilharias também, afinal, é comércio popular. Particularmente, o que acho que vale mais a pena são os alimentos (não são todos os mercados, mas o Centrale, por exemplo - que ocupa um belíssimo edifício de dois andares em ferro fundido e vidro, datado de 1874 - conta com uma variedade incrível de vegetais, frutas, massas, vinhos, queijos e temperos), as gravatas e alguns artigos em couro.

Ainda que faça o tipo cultural e acredite que o consumismo seja um grande pecado, percorra algumas bancas apenas para passear e observar o movimento. É quase uma viagem no tempo.

1º prêmio concurso de redação em italiano da FECIBESP

Roberta Ristori 4 11:22

1º prêmio no III Concurso de redação em língua italiana da FECIBESP (Federazione degli Enti Culturali Italo-Brasiliani dello stato di San Paolo - L'Italia - gli italiani - Roberta Ristori


Italia. Terra das minhas raízes. País de amor, de ligação as tradições. Fiel à sua imagem, fortemente conservada. O lugar onde me sinto realmente em casa, a terra que adotei como minha. O lugar que me faz em pedaços cada vez que devo ir embora. Um amor tão forte que não posso explicar, porque nem mesmo consigo entender.

Na primeira vez em que cheguei ali, fiquei estupefata. Na minha primeira visão da Itália, entendi que havia qualquer coisa que me tocava o coração e a alma de uma forma diversa. Alguma coisa tão forte que não me abandonaria mais e que me arrancaria as lágrimas mais dolorosas a cada partida. Longe, sinto como uma ferida aberta - a Itália permanece no meu sangue.

Talvez por representar a mistura perfeita entre tradição e modernidade. Essa terra de sonhos não se rende ao achatamento dos dias atuais e demonstra, a cada instante, um desejo exagerado da estética, a vontade de privilegiar mais o belo que o útil, mais o artístico do que o conveniente. A Itália não para de praticar o culto ao seu passado. No entanto, não é um lugar perdido no tempo, é também moderno, belíssimo, mágico, único.

A velha senhora se renova frequentemente e se redescobre a todo momento na moda, no cinema, na gastronomia, nos vinhos, na música, na pintura e na arquitetura. Um casamento feliz entre passado e futuro. Aquilo que um dia foi, será para sempre, mas nunca faltará espaço para o novo, para a criatividade infinita deste povo.

Viajar pelo seu territtório significa estupores sempre novos. Cada região, cada cidade, é um convite a levantar os olhos e olhar em torno, a procurar nas pedras e nos nomes, pedaços de história, de arte e cultura.

Andar 200 quilômetros representa uma mudança completa na paisagem, na natureza, na gastronomia, nas festas e até no povo - a monotonia não encontra nunca lugar ali. Um país estupendo em todos os sentidos, em qualquer modo. O rico norte ou o pobre sul, cada um com suas particularidades, sua beleza própria, seu encanto entre mares, montanhas e campos.

Difícil resumir em poucas palavras todos os presentes que a Itália oferece aos seus filhos e como uma mãe generosa, também aos turistas que ali chegam - um estarrecedor espetáculo em tempo integral. A cada passo, perde-se o fôlego, atordoado pelo seu esplendor. Obra divina, fértil terra de todas as artes. Do seu solo talvez tenham nascido as mais preciosas idéias, gênios incomparáveis, incontestável berço das belas artes.

Itália, com o seu povo apaixonado, pleno de alma, pessoas que amam as suas tradições, respeitam os seus ritos, vivem realmente, com cores. Não se contentam, de jeito nenhum, com uma simples sobrevivência. Os italianos, sempre um coração a bater depressa, olhos cheios de brilho, a vida como o presente mais bonito, o doce mais gostoso que deve ser saboreado com cuidado, mas com muita vontade.

Vontade de viver, talvez porque eles saibam, como em nenhuma outra parte do mundo, como a vida pode ser maravilhosa. Um povo que tem orgulho da sua origem, mas que também sabe abraçar os demais, acolher os seus visitantes. Os italianos nasceram em meio a poesia, a Italia é poesia.

In italiano: 1º premio nel III Concorso di Redazione in Lingua Italiana della FECIBESP (Federazione degli Enti Culturali Italo-Brasiliani dello stato di San Paolo - L'Italia - gli italiani - Roberta Ristori

Italia. Terra delle mie radici. Paese d'amore, d'attaccamento alle tradizioni. Fedele alla sua immagine, tenacemente conservata. Il posto dove mi sento davvero a casa, la terra che ho adottato come mia. Il posto che mi fa a pezzi ogni volta che me ne devo andare via. Un amore così forte che non si può spiegare, perché nemmeno si riesce a capire.

Nella prima volta in cui sono arrivata lì, mi sono stupita. Nel mio primo sguardo all’Italia, ho capito che c'era qualcosa che mi toccava il cuore e l'anima in modo diverso. Qualcosa così forte che non mi lascerebbe più e che mi strapperebbe le lacrime più dolorose in ogni momento di andare via. Lontana, sento come una ferita aperta – l’Italia rimane nel mio sangue.

Forse per rappresentare la mescolanza perfetta fra tradizioni e modernità. Questa terra di sogni non si arrende al generale appiattimento dei giorni attuali e dimostra a ogni istante, un desiderio smodato dell'estetico, la voglia di privilegiare, più il bello che l'utile, più artistico del conveniente. L’Italia non smette di praticare il culto al suo passato. Comunque, non è un posto perso nel tempo, è anche moderno, bellissimo, magico, unico.

La vecchia signora si rinnova spesso e si riscopre ogni momento nella moda, nel cinema, nella gastronomia, nei vini, nella musica, nella pittura e nell’architettura. Un matrimonio felice tra il passato e il futuro. Quello che un giorno ce n’è stato, ci sarà per sempre, però, c’è sempre spazio per il nuovo, per la creatività infinita di questo popolo.

Viaggiare per il suo territorio vuol dire trovare stupori sempre nuovi. Ogni regione, ogni città è come un invito ad alzare gli occhi, a guardarsi intorno e cercare nelle pietre e nei nomi, pezzi di storia, di arte e di cultura.

Andare 200 chilometri rappresenta il cambiamento completo del paesaggio, della natura, del cibo, delle feste ed anche del popolo - la monotonia non trova mai posto li. Un paese stupendo in ogni senso, in ogni modo. Il ricco nord oppure il povero sud, ognuno con le sue particolarità, la sua bellezza propria, il suo incanto tra le montagne, campagne e spiagge.

Difficile riassumere in poche parole tutti i regali che l’Italia offri ai suoi figli e come una mamma generosa, anche ai turisti che li arrivano – un atterrito spettacolo in tempo integrale. Ad ogni passo ci si perdi il fiato, storditi dal suo splendore. Opera divina, fertile terra di tutte le arti. Dal suo suolo sono nate forse le più preziose idee, gèni incomparabili, incontestabile culla delle belle arti.

Italia, col suo popolo appassionato, pieno di anime, persone che amano le loro tradizioni, rispettano i loro riti, vivano davvero, con colore, non si contentano affatto con una semplice sopravvivenza. Gli italiani, sempre un cuore a battere frettoloso, occhi a brillare, la vita come il regalo più bello, il dolce più buono da assaggiare con cura, comunque, con voglia.

Voglia di vivere. Forse perché loro sappiano come in nessun’altra parte del mondo, come la vita può essere meravigliosa. Un popolo che ha orgoglio della sua origine, comunque che sa anche abbracciare gli altri, accogliere i suoi visitanti. Gli italiani sono nati tra la poesia, l’Italia è proprio una poesia.


Contemplação - Loggia dei Lanzi

Roberta Ristori Reply 11:55

A Loggia dei Lanzi, também conhecida como Loggia della Signoria, é um monumento histórico de Florença situado na Piazza della Signoria - a praça central da cidade, à direita do Palazzo Vecchio (sede do poder civil) e ao lado da Galleria degli Uffizi.

Impossível passar na frente e não parar por pelo menos uma meia hora. Não me refiro apenas ao primeiro impacto, eu pelo menos, tenho a necessidade de parar ali um bom tempo a cada vez que vou a Florença.

Construída entre 1376 e 1382, servia para hospedar em lugar coberto, as numerosas assembléias públicas e as cerimônias oficiais da república florentina. Poderia ser considerada de estilo gótico, não fossem os arcos que acredita-se, provavelmente tenham inspirado Filippo Brunelleschi a criar o primeiro edifício completamente renascentista, o Spedale degli Innocenti na Piazza della Santissima Annunziata.

A partir de 1500, com o fim da instituição republicana e a criação do Granducato di Toscana, o espaço perde a destinação pública e passa a abrigar alguma obras-de-arte, tornando-se um dos primeiros espaços expositivos do mundo.

São treze esculturas que podem ser contempladas gratuitamente a qualquer hora! A mais famosa - com muita justiça, porque é realmente esplêndida - é o "Perseu com cabeça de Medusa", de Benvenuto Cellini. Com 5,19 e um dos símbolos do maneirismo italiano, a estátua de bronze é capaz de deixá-lo zonzo, tal é a riqueza de detalhes.

O lindíssimo Perseu está entre as minhas esculturas preferidas ao lado de "Psiquê revivida por um beijo de amor", do veneziano Antonio Canova, hoje no museu do Louvre, em Paris e "Fonte dos 4 Rios", em Roma, do napolitano de origem florentina, Gian Lorenzo Bernini.

Outra perfeição que irá roubar alguns dos seus preciosos minutos em Florença é "O rapto das Sabinas", de Giambologna. Em mármore, com 4,10m de altura, as expressões faciais, as marcas de dedos nas carnes e o desenho de cada músculo encantam.

"Hércules e o Centauro", também de Giambologna, "O rapto de Polissena", de Pio Fedi, "Patroclo e Menelau", provavelmente encontrada no Forum de Trajano, em Roma, os dois leões que ficam logo na entrada e as seis figuras femininas junto a parede do fundo, completam as obras expostas ali.



Vá e volte vencedor - Palio de Siena

Roberta Ristori Reply 11:05

No dia do meu aniversário decidi escrever sobre um dos temas que mais me fascina entre as tradições toscanas - o Palio de Siena. Com um avô de Siena, a simples menção da corrida me emociona. E é assim, cheia de amor por essa cidade, honrada por ter no sangue um traço senese que começo a escrever algumas palavras sobre a mais célebre das tradições dessa espetacular cidade.

O que seria Siena sem o Palio? Que paixão é esta tão forte que se faz sentir em todo o mundo? Aqueles que pensam nessa extraordinária tradição como uma simples corrida de cavalos, se engana e arrisca-se ainda a irritar algum senese com um pouco de sangue nas veias! E por acaso existe algum cidadão desta estupenda cidade que seja de fato tranquilo?

Talvez eu não esteja em condições de avaliar isso, uma vez que estive ali somente três vezes, mas me parece, pelo menos em uma primeira impressão, que este seja um lugar de pessoas com muita alma. Pessoas que amam as suas tradições, respeitam os seus ritos, vivem realmente, cheios de cores- não se trata de mera sobrevivência.

O Palio é uma competição entre as "contradas" na forma de uma corrida equestre de origem medieval que tem lugar na Piazza del Campo, coração da cidade. A "carriera", como é tradicionalmente chamada a corrida, acontece duas vezes ao ano, em 2 de julho - o Palio de Provenzano (em homenagem a Madonna di Provenzano) e em 16 de agosto - o Palio da Assunta (em homenagem a Madonna Assunta).

Existem 17 contradas em Siena -
Aquila, Bruco, Chiocciola, Civetta, Drago, Giraffa, Istrice, Leocorno, Lupa, Nicchio, Oca, Onda, Pantera, Selva, Tartuca, Torre e Valdimontone, isto é, 17
subdivisões históricas da cidade dentro dos muros medievais. São como pequenos bairros ou paróquias. Cada uma mantém há séculos o próprio organismo representativo eleito de forma autônoma e independente. As contradas são entes sem fins lucrativos e são consideradas legalmente pessoas jurídicas.

A cada Palio correm somente dez contradas. O mecanismo funciona assim, participam "de direito", as sete contradas que não participaram do Palio correspondente no ano precedente e, um mês antes da corrida, são sorteadas outras três para completar o lote.

O cavalo também é escolhido por meio de sorteio e não pode ser trocado ou substituído. Caso aconteça qualquer problema com o animal, a contrada simplesmente deixa de correr. Todo o resto está nas mãos dos capitães e seus fiéis colaboradores, dos fantinos (os jockeis do palio) e do povo que doa cifras inacreditáveis a fim de ter uma esperança. A hostilidade entre as contradas é mais sentida do que as alianças, que com os anos empalideceram e tornam-se cada vez mais sutis.

O Palio é vencido pelo cavalo, com ou sem fantino, depois de haver completado três voltas, em torno da praça, em sentido horário. Na "carreira", rápida como um raio - dura somente cerca de um minuto e dez segundos - há apenas quem vence e quem perde. A ordem de chegada não se assemelha em nada a uma competição esportiva. Quem vence triunfa, os demais são humilhados. Fazer perder um adversário pode ser mais importante do que a vitória.

O Palio di Siena é, sem dúvida, uma das corridas de cavalos mais antigas do mundo. Em nenhuma outra parte o animal é escoltado, perscrutado, venerado, servido e honrado - ao cavalo vencedor, a cabeceira da mesa. Cidadões que realizam cerimônias sacras e pedem bençãos nas fases preparatórias, mas que também são capazes de renegar os santos se estes não lhes ajudam a obter uma vitória.

Segundo Roberto Barzanti, no livro "Toscana, Toscana" de Alexis-Baatsch Henry, a relíquia da cabeça de Santa Catarina, venerada em San Domenico, correu o risco de ser submersa por aqueles da Oca nas águas da Fontebranda, porque a santa não havia obstaculado a vitória da sua inimiga, a Torre.

Já aqueles da Chiocciola, durante a vigília da competição de 1949, ao receberem um cavalo ruim, queriam jogar num poço a estátua de Santo Antônio, como haviam feito em 1911. Foram dissuadidos por um argomento irreprensível: "Recordem-se que ganhamos depois de termos recuperado o santo!"

A história do Palio se confunde com aquela da própria cidade e muitas vezes se sobrepõem. No início do século XII, o governo tendo ganhado força e prestígio, começou a organizar, com regularidade, manifestações religiosas dedicadas a diversos santos, sobretudo à Madonna, a qual existia uma especial veneração, até mesmo antes da definitiva consagração da cidade à Virgem, no dia seguinte a batalha de Monteaperti, entre Siena e Florença.

A catedral foi consagrada à Madonna e na ocasião da festa da Assunta, teve início a maior cerimônia pública de Siena, o oferecimento do círio. Ainda que tivesse um cunho religioso, a festividade continha também fortes motivações políticas.

Consumava-se naquele dia de agosto, o triunfo de uma classe dirigente consciente do seu papel e confiante no futuro e os senhores dos castelos, recentemente ocupados, eram obrigados a seguir a magistratura no cortejo, junto com o povo para oferecer doações à rainha dos seneses. Foi provavelmente naquele momento que se deu a ligação cada vez mais forte entre a festividade da Assunta e uma corrida de cavalos que atravessava a cidade.

As contradas ainda não tinham suficiente dignidade para paticipar da competição que por muito tempo, era um privilégio dos nobres e capitães militares, os quais diretamente, ou confiando os seus melhores animais a cavaleiros profissionais, concorriam a um prêmio, geralmente, um "pallium", um pedaço de tecido nobre como seda e damasco.

Ao povo, eram reservados outros tipos de competição, muito mais sanguinárias, como as lutas ou a caça ao touro e outros animais selvagens. O povo participava dividido em times formados nos três terços (outra divisão maior da cidade) e nas várias contradas.

Depois de um tempo, a República caiu e foi englobada pelo Estado Mediceo. A primeira medida dos florentinos foi abolir o cortejo do círio, de forma a anular, ao menos simbolicamente, aquilo que representava o triunfo da potente e livre Siena. Assim, o Palio "alla lunga" (a longa) - corrido pelas ruas em agosto, começou a perder o prestígio e se intesificando em seu lugar, as competições que aconteciam na Piazza del Campo - as lutas e corridas de búfalos e asnos, sempre organizadas pelas contradas, as quais o nove regime continuava a reconhecer.

Provavelmente, a primeira edição do Palio "alla tonda", isso é, realizado na Piazza del Campo, promovido e organizado pelas contradas, com precisas analogias a corrida como acontece hoje, foi aquela de 1633.

Em 1656, aconteceu o primeiro Palio oficialmente ligado a celebração do milagre da Madonna di Provenzano, que aconteceu em 2 de julho. Em 1700 foi instituído um segundo Palio, corrido em 16 de agosto, por iniciativa da Oca.

Em 1721 foram estabelecidas as regras que controlam severamente as modalidades de execução da competição e que permanecem quase completamente ainda em vigor. Pouco depois, em 1729, um outro provimento fixou o número de contradas nas 17 ainda existentes.

É difícil definir quais são os dias do Palio, isso depende do grau de conhecimento e na capacidade de comprendê-lo na sua essência mais profunda. Para alguns, tudo começa há quatro dias da corrida, ou com o sorteio do cavalo. Para outros, a magia tem início no dia 1º de dezembro, festa de Santo Ansano, patrono da cidade, que sinaliza o início do ano "contradaiolo".

No entanto, o Palio é tão particular, complexo, cheio de mistérios e pequenas curiosidades, como por exemplo, o fato de nenhum fantino ter jamais morrido durante uma corrida tão violenta e o jogo de nervos entre os adversários, que é uma tradição singular. Assim, como estrangeira, ainda que fascinada por esse belíssimo universo, não me sinto em condições e nem no direito de aprofundar-me nesse tema.

Quem quiser ter uma boa idéia do que é o Palio, pode assisir a 007 Quantum of Solace, de Marc Forster, lançado no ano passado. O filme tem início em meio a corrida e mostra belos ângulos da cidade.

Aos curiosos: me parece que meu avô fizesse parte da Chiocciola, mas não tenho certeza. Infelizmente, até hoje, não consegui ver a corrida "ao vivo e a cores" na Piazza del Campo, tive que me contentar apenas com a TV. Este é um sonho antigo, que cedo ou tarde, será realizado. Fecho os meus olhos e faço um desejo enquanto assopro as velinhas do bolo.

P.S. Só mais uma rápida observação, não se escolhe uma contrada para torcer como um time de futebol, nasce-se em um contrada. Nos dias do Palio, maridos e mulheres muitas vezes seguem em direções distintas e voltam aos locais onde nasceram.




Meu amor numa garrafa - Chianti!

Roberta Ristori Reply 11:08

Chegou o momento de falar dos meus queridos Chiantis e mais uma vez, recorro às mesmas fontes que usei no primeiro post sobre vinhos - "A bíblia do vinho", de Karen MacNeil, o site "Enciclopédia do Vinho", de Gianni Tartari e a excelente matéria "O vinho sob o céu da Toscana" da revista Adega, assinada por Aguinaldo Záckia Albert.

Muito particularmente, os Chianti refletem a alma toscana. Trata-se de um vinho tinto seco, feito a partir da uva Sangiovese (mínimo de 75%) de cor rubi intenso, sabor harmônico, com notas de fruta muito concentradas, ligeiramente tânico e que com o tempo se afina com a maciez aveludada.

Bastante tradicional, documentos do século XIII já faziam referência ao vinho Chianti e a sua região de origem. A região do Chianti disputa com a do Porto, em Portugal, a primazia de ter sido a primeira delimitação oficial de produção - hoje denominação de origem protegida (DOC - Denominazione d'Origine Controllata).

Em 1924, depois que a fama do Chainti favoreceu a expansão das plantações e do número de produtores, extrapolando a pequena região demarcada por Cosimo de Medici em 1716 e tornando a qualidade do vinho duvidosa, um comitê de produtores denominado Consorzio Vino Chianti Classico, estabeleceu uma nova regulamentação.

Usando com símbolo um galo negro, o "Galo Nero", até hoje estampado nos gargalos, este grupo restringiu a denominação Chianti Classico à área originalmente demarcada como Chianti, na qual uma legislação própria foi adotada.


Os produtores excluídos reuniram-se no chamado “Consorzio Vino Chianti Putto”, simbolizado por uma criança que representa o deus Bacco quando jovem. Em 1932, os vinhos obtiveram o reconhecimento de que poderiam usar a denominação Chianti por questões de proximidade de condições geológicas e climáticas e pelas práticas enológicas similares. O Consorzio não existe mais e o vinho Chianti Putto é hoje chamado apenas de Chianti.


Mesa toscana

Roberta Ristori Reply 11:35

Muitos sabores, aromas e antigas receitas, a Toscana é uma paraíso para os apreciadores da boa-mesa. A culinária rústica, mas muito saborosa, tem como base a cozinha camponesa, com destaque para o azeite de ótima qualidade, tomates, favas, presuntos e salames. No litoral podem ser saboreados excelentes peixes e frutos-do-mar frescos.

No entanto, engana-se quem pensa que a cozinha regional é gordurosa ou pouco saudável. As receitas toscanas são extremamente saudáveis e equilibradas do ponto-de-vista nutricional, com uso abundante de vegetais e ervas frescas. Posso garantir que ali é difícil engordar, cada vez que vou à Itália voltou com alguns quilinhos a menos!

A tradição culinária toscana é fortemente influenciada pelas características típicas da própria paisagem. A erva-dove, a alcachofra, o alho e o tomate são muito utilizados. O feijão é usado das mais variadas formas na obtenção de saborosos pratos como o feijão com "salsicia di maiale" (espécie de linguiça de porco). Entre outros interessantes ingredientes locais encontramos as deliciosas castanhas (adoro, principalmente assadas compradas em barraquinhas no meio da rua!), o funghi, as carnes de caça e os peixes.

Muitos dos pratos tem uma estreita ligação com a cozinha pobre do pasado, uma cozinha baseada no uso do pão toscano sem sal e de alimentos típicos dos tempos nos quais as pessoas só podiam recorrer a própria criatividade parta desfrutar, ao máximo, dos produtos à disposição. Entretanto, a culinária toscana conta ainda com preparações sofisticadas, como certos tipos de carnes mais elaboradas, derivadas do esplendor das cortes renascentistas.

Cada cidade e província tem suas própria especialidades, mas tratarei disso mais tarde, em textos específicos sobre os doces (estupendos!) e outras delícias da região.

Roberta Ristori 13:28
Gostaria de pedir a todos os meus queridos leitores que sempre que possível, tentem resolver suas dúvidas por meio dos "comentários" das postagens.  Desta forma, a solução do seu problema também pode ser aproveitada pelos outros leitores. Além disso, sempre pode ter alguém com mais alguma dica útil!

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Lugares favoritos - Posti preferiti

Roberta Ristori 11:30
Criei a classificação "Girassol", para facilitar sua escolha. Na categoria 3 girassóis estão lugares que me encantaram muito especialmente! Sempre provados e aprovados, aqui não menciono locais onde não estive realmente.

Ho creato un ranking "Girasole" per facilitare la vostra scelta. Nella categoria 3 girasoli ci sono luoghi che mi hanno colpito in modo particolare! Sempre testati e approvati, non menziono qui posti, dove non sono stata veramente.


Restaurantes - Ristoranti 
Tre Cristi Enoteca e Ristorante - Vicolo di Provenzano, 1/7 - Siena - Tel.: 0577 2806080
La Furba - Via Statale, 99 - Poggio a Caiano - Tel.: 055 8705316

La Beppa Fioraia - Via dell'Erta Canina, 6r - Florença/Firenze - Tel.: 055 2347681
Trattoria da Tito - Via San Galo, 112r - Florença/Firenze - tel.: 055 472475
Trattoria da Marione - Via della Spada, 27/r - Florença/Firenze - Tel.: 055 214756
Hostaria Il Desco - Via delle Terme, 23 R - Florença/Firenze - Tel.: 055 294882
Osteria dei Centro Poveri - Via Palazzuolo, 31 R - Florença/Firenze - Tel.: 055 218846

Antica Locanda di Sesto - Via Lodovica, 1660 - S. di Moriano - Lucca - Tel.: 0583 578181
Ristorante Gallo Nero - Via del Porrione, 65/67 - Siena - Tel.:  0577 284356

Bares
La Corte (Pietrasanta)
Birreria San Marco- Via Aurelia, 67 - Tel.: 0584 793650

Colle Bereto - Piazza Strozzi, 5/r - Florença/Firenze - Tel.: 055 283156

Cafés - Caffè 
Di Simo - Via Fillungo, 58 - Lucca - Tel.: 0583 496 234
Pontile Caffè - pontile - Lido di Camaiore

 Palazzo dei Tempi - Via de Bardi, 33/37r - Florença/Firenze - Tel.: 055 2466949

Sorveterias - Gelaterie
Nannini - Banchi di sopra 97/99 - Siena -Tel.: 0577 24 75 52
Kopakabana- via dei Rossi 52 - Siena - Tel.: 0577 223744
La Carraia - Piazza Nazario Sauro, 25 R - Firenze - Tel.:055 280695


Hotéis - Alberghi
Cosimo de' Medici - Largo Fratelli Alinari, 15 - Firenze - Tel.: 055 211066
Valle Buia -  Strada Vicinale delle Casacce, 3 - Talamone, Orbetello - (0039) 0564 887088


Centros hípicos - Centri ippici
L'équipe Agrifoglio - Loc.la Caduta - Poggibonsi - Tel.: 0577 931876

No ipod - nell'ipod
 Embora nao seja toscano, Luciano Ligabue! Benché non sia toscano, Ligabue!

Roberta Ristori 11:17

O Blog - Giro pela Toscana (english version - here)

A Toscana é uma das regiões mais encantadoras e versáteis da Itália. Feliz equilíbrio entre tradição e modernidade, uma terra que oferece opções para todos os gostos - praias, montanhas, campos e lindas cidades rodeadas por arte e história.

Plena de particularidades, vai além dos pontos turísticos mais conhecidos como a Torre de Pisa, o magnífico Duomo de Firenze, ou a minha amada Piazza del Campo, em Siena. Perca-se por suas ruelas e estradas e encontre sua própria inspiração, um lugar especial para chamar de seu. A Toscana vale a viagem, aliás, para dizer o mínimo, vale muitas!

A Blogger - Roberta Ristori (english version - here)

Uma brasileira de origem e alma, indiscutivelmente, toscanas! Blogger, escritora e autora do livro de poesias “Ávida Virada”, publicado em 2004.

Sou uma viajante apaixonada, mas não abro mão de um confortozinho básico – não divido um banheiro por nada nesse mundo, sou dona de uma única e tragicômica experiência com campings e nunca me hospedei num albergue.


Apesar de advogada, descobri a tempo que a profissão me oprimiria – prefiro lidar com os sonhos e não com os problemas dos outros!  Me pós-graduei em jornalismo pela Fundação Cásper Líbero.

Depois disso, atuei em mídias impressas, televisivas e internet. No jornal semanal de marketing “Meio & Mensagem” trabalhei como repórter tanto do veículo online quanto do impresso.  Anteriormente trabalhei como repórter na webtv “AllTV”, com entradas ao vivo e redação das matérias.

Me especializei em Social Media por meio do  projeto "Le città del futuro dei toscani nel mondo - Percorsi di crescita tra nuove professionalità e creatività nel era del web 2.0" (As cidades do futuro dos toscanos no mundo - Percursos de crescimento entre as novas profissões e criatividade na era da web 2.0), promovido pela Região Toscana e voltado aos seus descendentes em todo o mundo.

De um grupo inicial de mais de cem pessoas, fui selecionada por uma comissão formada por membros da Fundação Sistema Toscana (núcleo jornalístico e responsável pelos sites oficiais da região) e pela agência de publicidade H-Art - membro do grupo WPP - junto com outros seis jovens de outras partes do mundo.

O “Giro pela Toscana” nasceu após o Festival della Creatività 2009, em Firenze e hoje, mesmo com o contrato com a Regione Toscana tendo chegado ao fim, meu amor pela Toscana fala mais alto.

A força do sangue (meu avô nasceu na lindíssima cidade de Siena), ou as raízes, o fato é que minha grande paixão é essa
terra "pluriforme", "pluribela", "plurifascínio" e uso esse espaço para dividi-la com vocês!  

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Giovani Toscani Nel Mondo

Queridos, a finalidade deste post é apresentar à vocês o Giovani Toscani nel Mondo (ex-Giovascani). Trata-se de um grupo de sete jovens de origem toscana (do qual faço parte!) formado no mês passado, que tem como missão contar ao mundo das belezas da encantadora Toscana, terra dos nossos ancestrais.

O trabalho, inserido na campanha "Voglio Vivere Così" (confira aqui o spot - lindo!), promove esta que é uma das mais incríveis regiões da Itália, por meio de um Social Media Team, composto por uma equipe profissional que já está trabalhando há alguns meses na Itália e por nós, que seremos as "extensões" desse time em nosso países de nascimento.

Esse "nós" inclui: Briza Datti e Roberta Ristori (eu!), do Brasil; Elisa Maggi e Marco Rossi, da Argentina; Claudia Castaneda, dos EUA; Damien Hamilton Wood, da Africa do Sul e Giulietta Biraghi, da Austrália.

Depois de passarmos por uma seleção realizada pela Fundação Sistema Toscana, Consiglio dei Toscani all'Estero e pela agência de publicidade H-Art, durante o Festival della Creatività, em outubro do ano passado, em Florença, participamos agora do curso "Le città del futuro dei toscani nel mondo - Percorsi di crescita tra nuove professionalità e creatività nel era del web 2.0" (As cidades do futuro dos toscanos no mundo - Percursos de crescimento entre as novas profissões e criatividade na era da web 2.0), na Casa della Creatività.

Quando se ama tanto um lugar, lugar onde sobretudo estão nossas raízes, fazer notar suas qualidades, belezas, particularidades e enorme potencial turístico, torna-se mais do que um trabalho entusiástico! Somos todos apaixonadíssimos por esta nossa segunda pátria e primeiro amor.

Nós por aí: Dove siamo

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In italiano: Giovani Toscani nel Mondo

Cari, lo scopo di questo post è presentarvi il Giovani Toscani nel Mondo (ex-Giovascani). Questo è un gruppo di sette giovani d’origine toscana (di cui faccio parte!) formato il mese scorso, la cui missione è di raccontare al mondo le bellezze dell’incantevole Toscana, terra dei nostri antenati.

Il compito, inserito nella campagna "Voglio Vivere Così" (vedi qui lo spot - meraviglioso!), che promuove questa che è una delle regioni più incredibili dell’Italia, attraverso un Social Media Team, composto di un’équipe professionista che è già al lavoro da diversi mesi in Italia e per noi che saremmo le sue "estensioni " nei nostri paesi di nascita.

Per questo "noi" s’intende: Briza Datti e Roberta Ristori (io!), dal Brasile; Elisa Maggi e Marco Rossi dall’Argentina; Claudia Castaneda, dagli Stati Uniti; Damien Hamilton Wood, dal Sudafrica e Giulietta Biraghi, dall’Australia.

Dopo aver superato una selezione effettuata dalla Fondazione Sistema Toscana, Consiglio dei Toscani all'Estero e agenzia di pubblicità H-Art, durante il Festival della Creatività, in ottobre dell’anno scorso, a Firenze, abbiamo partecipato ora del corso "Le città del futuro dei Toscani nel mondo - Percorsi di crescita tra nuove professionalità e creatività nell'era del web 2.0 ", alla Casa della Creatività.

Quando si ama così un posto, un posto dove soprattutto si trovano le nostre radici, fare notare le sue qualità, le sue bellezze, peculiarità ed enorme potenziale turistico, diventa più di un lavoro entusiasmato! Siamo tutti innamoratissimi per questa nostra seconda patria e primo amore.

Giro pela Toscana

Roberta Ristori 11:15
A Toscana é uma das regiões mais encantadoras e versáteis da Itália. Feliz equilíbrio entre tradição e modernidade, uma terra que oferece opções para todos os gostos - praias, montanhas, campos e lindas cidades rodeadas por arte e história.

Plena de particularidades, vai além dos pontos turísticos mais conhecidos como a Torre de Pisa, o magnífico Duomo de Firenze, ou a minha amada Piazza del Campo, em Siena. Perca-se por suas ruelas e estradas e encontre sua própria inspiração, um lugar especial para chamar de seu. A Toscana vale a viagem, aliás, para dizer o mínimo, vale muitas!

In italiano

La Toscana è una delle regioni più affascinanti e versatili dell'Italia. Felice equilibrio fra tradizione e modernità, una terra che offre scelta per ogni gusto e stupori sempre nuovi - spiagge, montagne, campagne e bellissime città ricche di arte e storia.

Piena di particolarità, rappresenta oltre che i punti turistici più conosciuti come la Torre di Pisa, il magnifico Duomo di Firenze , oppure la mia carissima Piazza del Campo, a Siena. Perdetti tra le sue strade per trovare la tua propria ispirazione, un posto speciale per chiamare "tuo". La Toscana vale il viaggio, per dire il minimo, tantissimi!




* Tutti gli articoli sono tradotti all'italiano!


Uma esperança na era dos mitos instantâneos

Roberta Ristori 3 11:08

A Toscana é fértil em grandes e incontáveis personalidades. Todas as artes encontraram espaço para florescer, talvez devido a grande diversidade e belíssimas paisagens da região, talvez pela"cultura da cultura" que já vem de longe, entrelaçada à própria história local.

Saudade de tempos que não vivi quando passo em frente a uma banca de jornais e me deparo com as estrelinhas do último BBB tentando uma vaguinha no concorridíssimo - e inconstante - "hall da fama". Em um mundo de mitos instantâneos, é difícil imaginar um outro território com uma concentração tão grande de verdadeiras celebridades, estas de fato, admiráveis. Eis meus caros leitores, uma esperança na qual nos agarrarmos!

Os renomados cineastas Roberto Benigni e Franco Zeffirelli, o escritor e criador de Pinocchio, Carlo Collodi, o cantor Andrea Bocelli, o escritor e poeta humanista Francesco Petrarca e o pintor Giotto, são alguns dos filhos ilustres dessa terra. Dante Alighieri, considerado o pai da língua italiana, poeta, escritor e político, autor da célebre "A divina Comédia", nasceu em Florença, assim como o também escritor e poeta, Giovanni Boccaccio, autor de "O Decameron".

Os grandes nomes do Renascimento italiano também são quase todos nascidos ali. Leonardo da Vinci, cientista, pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, anatomista, literato, musicista e inventor (ufa!) é considerado - com muita justiça! - um dos grandes gênios da humanidade.

Donatello e Michelangelo - um dos protagonistas do movimento renascentista e autor do magnífico David, da pintura do teto da Capela Sistina e da Pietà, são outros exemplos. Aproveito a ocasião para dizer que o David é realmente impressionante e não é a toa que existem duas cópia da escultura, além do original na Galleria dell'Accademia, espalhados por Florença - qualquer um é capaz de passar horas a contempla-lo sem esgotar a lista infindável de detalhes e admirar-se com a sua perfeição.

Sandro Botticelli também era toscano. O autor de "A Primavera" e "O Nascimento de Vênus", hoje na Galleria Ufizzi, me emocionou na minha primeira visita a esse que é um dos mais lindos museus e um dos maiores acervo de obras renascentistas. Suas cores e seus traços são magníficos e devo confessar que tenho uma admiração muito especial pela sua obra, é certamente um dos meus preferidos ao lado de Fillipino Lippi.

Lorenzo di Medici, também conhecido como Lorenzo, il Magnífico, não pode ser esquecido quando o assunto é arte. Foi um grande mecenas do renascimento, um dos protagonistas mais ativos do movimento italiano.

Niccolo Machiavelli, o Maquiavel, autor de "O Príncipe" é considerado o fundador da ciência política moderna. O filósofo e escritor florentino é tido como um típico "Uomo rinascimentale" e assina ainda uma das mais incríveis comédias teatrais de todos os tempos - "La Mandragola", "A Mandrágora".

Não podem ser esquecidos ainda os sensacionais arquitetos Filippo Brunelleschi - autor da lindíssima cúpola de Santa Maria del Fiore, o Duomo de Florença, e Giorgio Vasari, responsável pela Ufizzi e pelo Corredor Vasariano que liga o Palazzo Vecchio (centro político e administrativo) ao Palazzo Pitti (residência dos Medici), via direta e coberta para os Medici que passa sobre a ponte Vecchio.

Galileu Galilei, físico, filósofo, astrônomo e matemático, nasceu em Pisa, enquanto o consagrado compositor Giacomo Puccini, é uma das crias mais célebres da sofisticada Lucca. Essas são apenas algumas das inúmeras personalidades toscanas e apenas comprovam que a região é uma inesgotável fonte de inspiração.

*A bailarina no centro da ilustração é do impressionista francês, Edgar Degas










Ponte Vecchio - linda e cheia de curiosidades

Roberta Ristori Reply 11:10

Quando criança, meu primeiro símbolo da Itália não foi nem o Coliseu, nem a Torre de Pisa, foi a Ponte Vecchio. Um dos grandes emblemas de Florença, a construção que atravessa o rio Arno e remonta à época do Império Romano, me intrigava pelo forte impacto que exercia sobre meu pai.

A cada vez que a imagem aparecia na televisão, livro, ou revista, era uma gritaria em casa e de canto de olho, eu percebia a cara emocionada de um "gran signore", que embora seja filho de pai senese, tem uma paixão incomparável pela linda cidade de Dante.

Agora, não posso ir até lá sem passar em frente ao apartamento onde ele morou, durante cinco anos, enquanto cursava a universidade arquitetura, na Via dei Barbadori, bem pertinho da ponte.

Bom, vamos aos finalmente, toda essa "lenga-lenga" é para dizer que conto um pouco sobre esta singular ponte, mas a partir de um ponto de vista "emocional" e não "monumental"! Resumindo, me "aproprio" muito indevidamente de um dos grandes cartões-postais florentinos e conto algumas curiosidades sobre o local.

Antes construída em madeira, apenas em 1170 foi refeita em pedra, enquanto o formato que tem atualmente remonta a 1345. Em 1442 tornou-se concentração dos açougueiros da cidade por ordem das autoridades locais que queriam manter um pouco mais limpas as áreas mais centrais e próximas aos grandes palácios. Dessa forma - nada higiênica - e nesses momentos penso mesmo que não gostaria de ter vivido nesta época, gorduras, nervos e pedaços de carnes podres podiam ser descartados diretamente no rio.

A coisa toda permaneceu assim até que em 1565, o grande Giorgio Vasari construiu o "Corridoio Vasariano" - via de ligação entre Palazzo Vecchio (centro político e administrativo) e o Palazzo Pitti (residência da família), passando sobre a ponte, destinada aos Medici. Em 1593, Ferdinando I, nada satisfeito com os odores provenientes do andar de baixo de seu corredor suspenso - os membros anteriores da família deveriam ter sérios problemas olfativos - ordenou que o comércio pouco nobre fosse substituído por joalheiros e ourives, até hoje existentes no local.

A Ponte Vecchio foi a única das florentinas a escapar da fúria nazista durante a 2º Guerra Mundial. Os gentis alemães contentaram-se em destruir "apenas" os pontos de acesso a ponte, como a Borgo San Jacopo, via Guicciardini e via Por Santa Maria. Tenho certeza de que os turistas e demais apaixonados pela cidade agradecem!

No centro da construção existem dois terraços panorâmicos, um deles hospeda um busto de Benvenuto Cellini. As grades do monumento
viraram suporte para cadeados. Explico: os casais apaixonados resolveram imitar a arte, no caso o livro "Tre metri sopra il cielo" (Três metros sobre o céu, em português), do escritor italiano Federico Moccia, e selar seu amor com cadeados com seus nomes gravados.

Os personagens centrais, os adolescentes Babi e Step deram o exemplo, prontamente copiado
por uma horda tão grande de casaisinhos que a administração pública viu-se obrigada a estabelecer uma multa de 50 euros para aqueles que fossem surpreendidos prendendo seus cadeados.

Agora, quase em toda a Itália pode-se encontrar cadeados e mais cadeados, presos em tudo quando é ponte, poste, grade e afins.
O tal ato de "romantismo" que teve origem na Ponte Milvio, em Roma, onde Step e Babi selaram o seu amor, o lampião, depois de ter sido alvo de roubo - os cadeados foram depois reencontrados - caiu dentro do Tevere por excesso de peso.

Um grupo de criativos romanos inventou um site como alternativa para os enamorados que agora podem instalar seus cadeados virtuais sem receber multas e sem danificar o patrimônio público.


As chaves normalmente são jogadas no rio ao fim do moderno ritual. Me pergunto curiosa o que fazem depois que o romance termina. Serram os cadeados anteriores ou simplesmente penduram outros com os nomes dos novos eleitos? Nesse caso, haja espaço!


O idioma italiano nasceu na Toscana

Roberta Ristori Reply 10:52

Vamos a uma interessante curiosidade sobre a região Toscana -ali surgiu o italiano falado hoje em todo o país, mais precisamente em Florença e sob a influência direta do ilustre Dante Alighieri.

O idioma atual deriva em grande parte do latim vulgar - até a Idade Média havia o literário ou escrito, falado pelas pessoas de condição mais elevada e uma forma vulgar ou falada, usada pelo povo e peossas de menor cultura.

Quando começou a decadência do Império Romano no século III d.C. e especialmente após a queda definitiva do Império Ocidental em 476, os vários tipos de latim vulgar existentes nas diversas regiões conquistadas, transformaram-se profundamente originando uma nova língua - por isso o italiano é considerada um língua neolatina.

Ainda que sofrendo uma série de invasões bárbaras, o latim permaneceu vivo, mas dividiu-se em muitas línguas diferentes, originando os dialetos. Aquele que acabou por prevalecer e tornar-se a língua italiana, foi o dialeto toscano.

Um dos principais motivos para isto é que a origem literária italiana é quase que completamente toscana, antes de tudo, florentina. Dante, Petrarca e Boccaccio, autores de grandes obras imortais foram indubitavelmente responsáveis pela predominância do florentino.

Dante escreveu ainda entre 1303 e 1305 um tratado sobre a língua que foi batizado como "De volgari eloquentia". O tema central da obra é a língua vulgar e o autor trata a matéria de forma exaustiva, a procura de um "vulgar ilustre" que possa assumir a função de língua literária dentro do contexto do variado panorama linguístico italiano.

Ainda que tratando e exautando a língua vulgar e sua importância, a obra é escrita em latim porque os interlocutores a quem se dirige pertenciam à elite cultural.

Eis o motivo pelo qual a Toscana é tão famosa como centro de estudo do idioma. Existem muitas e excelentes escolas, inclusive especializadas no ensino a estrangeiros. Ali se fala, seguramente, um dos italianos mais lindos e perfeitos do país.

Links:



Um sorriso no rosto e bolsos um pouco mais vazios

Roberta Ristori 5 11:08

Perdôem-me os homens, mas este post é especialmente dedicado à mulherada. Existem muitas coisas para serem ditas sobre a Toscana, mas não podia esquecer de que somos pobres mortais com direito a pequenos (e sempre breves, espero!) surtos de futilidade e consumismo. Até porque, não dá para ir até a Itália e voltar para cá de mãos abanando.

A moda é linda, os sapatos espetaculares, os cosméticos infinitamente mais baratos do que por aqui, mesmo com toda a desvalorização do real em relação ao euro. Portanto, mulheres, vamos a uma parte muito prazerosa da viagem - às compras!

Apenas agora me dei conta de que não conheço muitas marca exclusivamente toscana, muito embora, certamente deva ser mais uma questão de distração minha, do que a inexistência das mesmas. Prometo tentar corrigir este pequeno lapso da minha próxima viagem (torcendo para que seja logo!) e apresentar para vocês algumas maravilhas regionais.

Pesquisando pela internet descobri dois estilistas florentinos que me parecem muito interessantes e uma boa chance de presentear-se com algo muito especial. O primeiro deles é Dimitri Zoz e seus jeans Ikoon, sob medida. A idéia de ter um jeans sob medida, feito inteiramente de acordo com a sua imaginação, com certeza é uma idéia para lá de atraente para qualquer mulher!

Outra estilista que agradará inclusive as fashionistas, é Patrizia Pepe. Passei horas navegando pelo site e as peças são realmente incríveis. Roupas, bolsas, acessórios, sapatos, enfim, está tudo ali.

Por hora, conto sobre algumas lojas que estão espalhadas por todo o país da bota, mas que ainda assim são irresistíveis. Particularmente, a primeira parada obrigatória para as latinas é a loja de meias Calzedonia. Trata-se de uma rede de Verona, mas você poderá encontrá-la por toda a Toscana.

A razão dessa parada estratégica é muito simples, não encontramos aqui neste país tropical a mesma variedade de meias, meias-calças, 7/8, 3/4, para dormir, para o frio, para seduzir, leggings, enfim, meias para todos os gostos, que podemos encontrar ali e o melhor, a preços muito convidativos. Os produtos são lindos e de ótima qualidade.

Dos mesmos donos da Calzedonia, há também a Intimissimi, que como o nome já dá a pista, oferece uma grande variedade de roupas íntimas. As peças são maravilhosas e bem mais baratas do que artigos similares encontrados aqui no Brasil.

Ainda no setor de roupas íntimas, há a rede Tezenis, mas na minha opinião, de qualidade muito inferior à primeira e de gosto um pouco duvidoso, embora seja possível garimpar algumas peças interessantes, uma vez que os preços também são inferiores.

A Benetton, dona também da marca Sisley, oferece moda de ótima qualidade a bons preços, nada que contentará as fashionistas, mas vale a pena dar uma olhada, tem muita coisa interessante, sobretudo se der sorte de estar por ali na época das promoções ou encontrar um outlet.

As afixionadas por cosméticos encontrarão tudo o que procuram na La Gardenia que também é revendedora exclusiva dos produtos da americana Smashbox. Não deixe de comprar o melhor primer do mundo - o Smashbox Photo Finish Color Correcting, peça ajuda a uma das gentis vendedoras para auxiliá-la na escolha da cor ideal. Ali você também poderá encontrar todos os perfumes que não encontrou no freeshop (sim, no freeshop é sempre mais barato, sobretudo o brasileiro, com preços em dólar).

Sobre sapatos ainda não tenho uma opinião formada, encontram-se tantos e tão lindos por toda a parte que não consegui individualizar uma loja. Não são baratos, mas são fabulosos. Os famosos sapatos italianos.

É claro que vale "curiosar" nas "erboristerias", espécies de perfumarias mas só de produtos naturais, nas perfumarias mais tradicionais - lindas e cheias de pequenos mimos, nas lojas chiques de cidades como Pietrasanta e Lucca, com peças maravilhosas, exclusivas, criativas, assinadas e nos negócios das grandes grifes internacionais, todas elas presentes na região, principalmente em Florença. E por falar em Florença, não deixe de olhar as lojas de artigos de couro, existem várias e muitas coisas bonitas, de carteiras a sobretudos.

Links:

*Gina Lollobrigida e Sophia Loren são do Lázio e não da Toscana, mas estão entre os símbolos mais famosos da beleza italiana.




Inacreditáveis vinhos toscanos

Roberta Ristori Reply 11:00

Folheando a edição número 49 da ótima revista Adega, tive a feliz surpresa de deparar-me com a matéria "O vinho sob o céu da Toscana", assinada por Aguinaldo Záckia Albert. Desde que iniciei o blog tinha vontade de escrever algo sobre o tema.

Antes de iniciar este post, quero deixar bem claro que estou bem longe de ser uma enóloga, embora me interesse e goste muito do assunto. Sendo assim, contei com o know-how de gente que entende do riscado e usei informações de "A bíblia do vinho", de Karen MacNeil, do site "Enciclopédia do Vinho", de Gianni Tartari e obviamente, da própria matéria da Adega.

O assunto é extenso, portanto decidi em um primeiro momento apenas jogar uma luz para ajudar a esclarecer a importância da Toscana como região vinícola, para mais tarde, aprofundar-me em cada um dos vinhos mais importantes da região - Chiantis, Brunello di Montalcino, Nobile di Montepulciano e Supertoscanos, além do Carmignano, Vernaccia di San Gimignano e Rosso di Montalcino.

A Itália é líder mundial de vinho, há 1,2 milhões de vitinicultores e o consumo per capita é de 104 litros. Os vinhos italianos correspondem a 60% do total importado pelos EUA e vão parar também nas prateleiras da Alemanha e França.

A Toscana apresenta uma paisagem bastante variada, diversos tipos de solos e microclimas diferentes, resultando em uvas distintas e vinhos muito particulares. A principal uva tinta é a Sangiovese, alma do Chianti, seguida pela Brunello, Canaiolo, Prugnolo Gentile, Pollera Nera, Morelino di Scansano e as francesas Cabernet Sauvignon e Merlot. Entre as brancas encontramos a Malvasia do Chianti, a Malvasia Candia, Trebbiano, Vermentino di Luni, Ansônica e as gaulesas Chardonnay e Sauvignon Blanc.

A indústria italiana de vinhos tem um sistema de leis para regularizá-la. Estabelecido primeiramente em 1963, apresenta algumas peculiaridades, mas a idéia é que sirva como referência na hora de escolher um vinho. As rígidas regras para obtenção do conceito de DOC (Denominazione d´Origine Controllata), permitia no entanto, que o vinho Chianti pudesse ter até 30% de uvas brancas em sua composição, gerando uma invasão de vinhos claros e mais baratos de produtores de menor prestígio. O descontentamento de produtores tradicionais com as novas regras culminou no fenômeno dos Supertoscanos.

A nova legislação vinícola de 1984 – que introduziu o conceito de IGT (Indicazione Geografica Tipica) para vinhos com formulação distinta e tornou mais maleável algumas das regras anteriores – deu força para a recuperação do Chianti, que foi elevado à categoria de DOCG (Denominazione d’Origine Controllata e Garantita). Por outro lado, limitou a adição de uvas brancas e abriu espaço para a utilização de 10% de uvas não-tradicionais, como Cabernet Sauvignon – permitindo que bons vinhos feitos com este corte ganhassem o direito de usar a denominação Chianti ou Chianti Classico, de acordo com a região.

Fecho esse post declarando meu amor por um vinho que pode não ser o melhor dos Chiantis Classicos, mas que para mim é muito especial por ter sido um dos primeiros que provei, presenteada por meu pai - Chianti Classico Villa Cerna. Com isso, aprendi também que a emoção é a alma do vinho. Obrigada pai! O amor pelo vinho é amor por você.

Toscana com pipoca - Filmes rodados na região

Roberta Ristori 3 10:25
A lindíssima Toscana já serviu de cenário para diversos filmes dos mais consagrados diretores. Preparei uma relação para que você possa escolher seu gênero preferido e conhecer um pouco mais da região sem sair do sofá. Será o suficiente para deixá-lo curioso e começar a planejar suas próximas ferias!

A lista apresenta o diretor, o ano de lançamento e o lugar onde foi rodado cada filme.


Filmes rodados na Toscana
Ação/Aventura

  • "Gladiador" ("Il gladiatore") - Ridley Scott - 2000 - Val d'Orcia - Siena
  • "007 Quantum of Solace" - Marc Forster - 2008 - Siena
Comédia
  • "Os amores de um demônio" ("L'arcidiavolo") - Ettore Scola - 1966 - Florença (Firenze)
  • "Caros Amigos" I e II ("Amici Miei" I e II) - Mario Monicelli - 1975, 1982 - Florença (Firenze) e Pisa
  • "O pequeno diabo" ("Il piccolo diavolo") - Roberto Benigni - 1988 - Certosa di Calci - Pisa
  • "Sonho de uma noite de verão" ("Sogno di una notte di mezza estate") - Michael Hoffman - 1999 - Pienza - Siena
  • "Chá com Mussolini" ("Un té con Mussolini") - Franco Zeffirelli - 1999 - Florença (Firenze)
Drama


  • "Os boas-vidas" ("I vitelloni") - Federico Fellini - 1953 - Florença (Firenze)
  • "Noites Brancas" ("Le notti bianche") - Lucchino Visconti - 1957 - Livorno
  • "Romeu e Julieta" ("Romeo e Giulietta") - Franco Zeffirelli - 1968 - Pienza
  • "Irmão Sol, irmã Lua" (Fratello Sole, Sorella Luna) - Franco Zeffirelli - 1972 - Sant'Antimo - Siena
  • "O paciente inglês" ("Il paziente inglese") - Anthony Minghella - 1996 - Arezzo e Siena
  • "Retrato de uma mulher" ("Ritratto di Signora") - Jane Campion - 1996 - Lucca
  • "A vida é bela" ("La vita è bella") - Roberto Benigni - 1997 - Arezzo
  • De encontro com o amor" ("Vengo a prenderti") - Brad Mirman - 2005 - Val´Orcia -Siena
  • "Milagre em Santa Anna" ("Miracolo a Sant'Anna") - Spike Lee - 2008 - Stazzema - Versilia
Romance
  • "Uma janela para o amor" ("Camera con Vista") - James Ivory - 1985 - Florença (Firenze)
  • "Beleza Roubada" ("Io ballo da Sola") - Bernardo Bertolucci - 1996 - Chianti - Siena
  • "Sob o Sol da Toscana" ("Sotto il Sole della Toscana") - Audrey Wells - 2003 - Cortona
  • "Lua Nova" - Crepúsculo ("New Moon" - The Twilight) - Chris Weitz - lançamento previsto para 20/11 no Brasil e na Italia - Volterra e Montepulciano
Suspense
  • "O talentoso Ripley" ("Il talento di Mr. Ripley") - Anthony Minghella - 1999 - Porto Ercole - Grosseto e Livorno
  • "Hannibal" - Ridley Scott - 2000 - Florença (Firenze)

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